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Questão #347
I - O carro ficou no ________.
II - O ________ será hoje no teatro municipal.
III - Ele estava querendo me ________ porque eu
estava cinco minutos atrasado.
IV - Precisei _____ o produto.
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Questão #745
Assinale a frase em que a forma verbal está conjugada
corretamente.
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Questão #2127
Sobre os elementos da textualidade, qual recurso textual mais contribuiu para a coerência no Texto 1?

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Questão #1031
O Cemitério da Consolação acaba de expandir o projeto Obras de Arte do Consolação, que usa QR codes para dar acesso a informações sobre personalidades sepultadas e obras de arte instaladas no local.
Com a adição de 150 novos códigos, chamados de e-Lápides, o acervo chega a 228 registros.
Ao escanear os QR Codes instalados nos jazigos e obras, os visitantes têm acesso a biografias, imagens e curiosidades de nomes como Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Ramos de Azevedo e Olívia Guedes Penteado.
O projeto também destaca esculturas de artistas renomados, como O Grande Anjo, de Victor Brecheret, e Via Sacra, de Antelo Del Debbio.
A iniciativa da Consolare, empresa que controla o cemitério, é uma parceria com a empresa Memória Viva, e busca transformar o cemitério em um espaço de cultura e memória.
Os cemitérios da Vila Mariana e de Tremembé devem receber o serviço, que também está disponível para famílias interessadas em preservar digitalmente a história de seus entes.
Com a adição de 150 novos códigos, chamados de e-Lápides, o acervo chega a 228 registros.
Ao escanear os QR Codes instalados nos jazigos e obras, os visitantes têm acesso a biografias, imagens e curiosidades de nomes como Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Ramos de Azevedo e Olívia Guedes Penteado.
O projeto também destaca esculturas de artistas renomados, como O Grande Anjo, de Victor Brecheret, e Via Sacra, de Antelo Del Debbio.
A iniciativa da Consolare, empresa que controla o cemitério, é uma parceria com a empresa Memória Viva, e busca transformar o cemitério em um espaço de cultura e memória.
Os cemitérios da Vila Mariana e de Tremembé devem receber o serviço, que também está disponível para famílias interessadas em preservar digitalmente a história de seus entes.
O termo destacado no segundo parágrafo do texto cumpre a função textual de
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Questão #1249
Analise o seguinte trecho, adaptado de “Helena” (1876), de Machado de Assis:
“Sentei-me ____ janela e pus-me ____ olhar para o jardim, cujas árvores agitavam-se com o vento
da manhã. Ao cabo de alguns minutos, ergui-me e fui ____ sala, onde encontrei ____ minha mãe”.
Em relação à regência verbal e nominal e à necessidade do uso de crase, assinale a alternativa que
preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
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Questão #344
Leia o texto a seguir de “Música ao longe”,
escrito por Érico Veríssimo:
HORA DA SESTA.
Um grande silêncio no casarão.
Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e
úmidos.
Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão
grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na
prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um
pouco de vida.
Na frente da farmácia está um homem metido num
grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro
atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela.
Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.
Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e
desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e
depois se volta para dentro do quarto.
Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa
indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas
esperando quê?
Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão
dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia
um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto,
Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa
travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de
doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam
durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem
entrava, dos pequenos, corria o risco de levar
palmadas no lugar de costume.
Mas o silêncio da sesta estava cheio de convites
traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.
Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia
no quartinho do sótão.
Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar.
Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e
a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia
estremecer.
Clarissa subia, com a grande chave na mão.
Ninguém… Silêncio…
Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos
pulos. Experimentou a chave. A princípio não entrava
bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela,
abriu a porta e se viu no meio duma escuridão
perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a
doces, bolinhos e pão.
Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D.
Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia
dúzia de palmadas.
Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande
claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha
serve na porta do quarto do sótão.” O quarto de Vasco
fica no sótão…
Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!
E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse,
entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande
mistério?
Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma
moça entrar no quarto dum rapaz.
Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que
estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa.
Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão
pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta:
“Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das
malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não,
não vou. Vou, sim!
(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133)
No final do texto acima, lê-se o seguinte trecho: “Subo
a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais,
Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto.
Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou,
sim!”. Considerando-o, analise as seguintes afirmações
e em seguida assinale a alternativa correta:
escrito por Érico Veríssimo:
HORA DA SESTA.
Um grande silêncio no casarão.
Faz sol, depois de uma semana de dias sombrios e
úmidos.
Clarissa abre um livro para ler. Mas o silêncio é tão
grande que, inquieta, ela torna a pôr o volume na
prateleira, ergue-se e vai até a janela, para ver um
pouco de vida.
Na frente da farmácia está um homem metido num
grosso sobretudo cor de chumbo. Um cachorro magro
atravessa a rua. A mulher do coletor aparece à janela.
Um rapaz de pés descalços entra na Panificadora.
Clarissa olha para o céu, que é dum azul tímido e
desbotado, olha para as sombras fracas sobre a rua e
depois se volta para dentro do quarto.
Aqui faz frio. Lá no fundo do espelho está uma Clarissa
indecisa, parada, braços caídos, esperando. Mas
esperando quê?
Clarissa recorda. Foi no verão. Todos no casarão
dormiam. As moscas dançavam no ar, zumbindo. Fazia
um solão terrível, amarelo e quente. No seu quarto,
Clarissa não sabia que fazer. De repente pensou numa
travessura. Mamãe guardava no sótão as suas latas de
doce, os seus bolinhos e os seus pães que deviam
durar toda a semana. Era proibido entrar lá. Quem
entrava, dos pequenos, corria o risco de levar
palmadas no lugar de costume.
Mas o silêncio da sesta estava cheio de convites
traiçoeiros. Clarissa ficou pensando.
Lembrou-se de que a chave da porta da cozinha servia
no quartinho do sótão.
Foi buscá-la na ponta dos pés. Encontrou-a no lugar.
Subiu as escadas devagarinho. Os degraus rangiam e
a cada rangido ela levava um sustinho que a fazia
estremecer.
Clarissa subia, com a grande chave na mão.
Ninguém… Silêncio…
Diante da porta do sótão, parou, com o coração aos
pulos. Experimentou a chave. A princípio não entrava
bem na fechadura. Depois entrou. Com muita cautela,
abriu a porta e se viu no meio duma escuridão
perfumada, duma escuridão fresca que cheirava a
doces, bolinhos e pão.
Comeu muito. Desceu cheia de medo. No outro dia D.
Clemência descobriu a violação, e Clarissa levou meia
dúzia de palmadas.
Agora ela recorda… E de repente se faz uma grande
claridade, ela tem a grande ideia. “A chave da cozinha
serve na porta do quarto do sótão.” O quarto de Vasco
fica no sótão…
Vasco está no escritório… Todos dormem… Oh!
E se ela fosse buscar a chave da cozinha e subisse,
entrasse no quarto de Vasco e descobrisse o grande
mistério?
Não. Não sou mais criança. Não. Não fica direito uma
moça entrar no quarto dum rapaz.
Mas ele não está lá… que mal faz? Mesmo que
estivesse, é teu primo. Sim, não sejas medrosa.
Vamos. Não. Não vou. Podem ver. Que é que vão
pensar? Subo a escada, alguém me vê, pergunta:
“Aonde vais, Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das
malas. Pronto. Ninguém pode desconfiar. Vou. Não,
não vou. Vou, sim!
(Porto Alegre: Globo, 1981. pp. 132-133)
No final do texto acima, lê-se o seguinte trecho: “Subo
a escada, alguém me vê, pergunta: “Aonde vais,
Clarissa?” Ora, vou até o quartinho das malas. Pronto.
Ninguém pode desconfiar. Vou. Não, não vou. Vou,
sim!”. Considerando-o, analise as seguintes afirmações
e em seguida assinale a alternativa correta:
I - O termo “aonde” pode ser substituído por “onde”
sem que haja alteração de sentido.
II - De acordo com a norma padrão da língua
portuguesa, a vírgula depois de “vais” pode ser
retirada sem que haja alteração de sentido.
III - Todos os verbos do trecho acima estão na primeira
pessoa do singular.
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Questão #1035
Um novo estudo publicado na revista Nature Communications buscou compreender os segredos celulares por trás
de uma habilidade extraordinária dos axolotes: a regeneração de membros inteiros.
O superpoder funciona mais ou menos assim: se um predador morde um pedaço do corpo do bichano (ou se um
acidente cria alguma deficiência), basta ficar escondidinho por um tempo, esperando a parte do organismo crescer
do zero. E eles não regeneram apenas membros perdidos, mas também partes do coração, pulmões e até mesmo
do cérebro.
Liderada pelo biólogo James Monaghan, da Universidade Northeastern (EUA), uma equipe de pesquisadores
usou axolotes geneticamente modificados para brilhar sob a luz do retinoato de sódio — uma forma ativa do ácido
retinóico, derivada da vitamina A. O plano era rastrear, em tempo real, como esse composto químico guia as
células para que elas “saibam” exatamente qual parte do corpo precisa reconstruir. (...)
A grande questão, porém, é: como as células sabem o que precisa crescer de volta? Um membro amputado no
ombro, por exemplo, precisa gerar um braço inteiro; já não há antebraço, apenas a parte restante. É aí que entra
o ácido retinoico. Ele funciona como um “GPS biológico”, segundo os pesquisadores.
No experimento, os axolotes foram anestesiados e submetidos a amputações cuidadosamente controladas. Alguns
receberam um medicamento que bloqueia a enzima responsável pela degradação do ácido retinóico, a CYP26B1.
O resultado mostrou que os animais regeneraram membros de forma errada — um braço superior surgiu no lugar
de um antebraço, por exemplo. Já o grupo controle, sem o bloqueio da enzima, reconstruiu os membros
corretamente.
'É como se a concentração do ácido dissesse à célula onde ela está no corpo', explica Monaghan para o jornal
americano. 'Quanto mais ácido, mais próximo do centro. Menos ácido, mais distante.'
Esse mapeamento químico ativa genes específicos, como o Shox, que são fundamentais para o desenvolvimento
dos ossos em braços e pernas — tanto na formação embrionária quanto na regeneração. Segundo os cientistas,
todos os humanos já utilizaram esses mesmos genes para formar seus membros no útero. A diferença é que
axolotes conseguem reativá-los na vida adulta. (...)
de uma habilidade extraordinária dos axolotes: a regeneração de membros inteiros.
O superpoder funciona mais ou menos assim: se um predador morde um pedaço do corpo do bichano (ou se um
acidente cria alguma deficiência), basta ficar escondidinho por um tempo, esperando a parte do organismo crescer
do zero. E eles não regeneram apenas membros perdidos, mas também partes do coração, pulmões e até mesmo
do cérebro.
Liderada pelo biólogo James Monaghan, da Universidade Northeastern (EUA), uma equipe de pesquisadores
usou axolotes geneticamente modificados para brilhar sob a luz do retinoato de sódio — uma forma ativa do ácido
retinóico, derivada da vitamina A. O plano era rastrear, em tempo real, como esse composto químico guia as
células para que elas “saibam” exatamente qual parte do corpo precisa reconstruir. (...)
A grande questão, porém, é: como as células sabem o que precisa crescer de volta? Um membro amputado no
ombro, por exemplo, precisa gerar um braço inteiro; já não há antebraço, apenas a parte restante. É aí que entra
o ácido retinoico. Ele funciona como um “GPS biológico”, segundo os pesquisadores.
No experimento, os axolotes foram anestesiados e submetidos a amputações cuidadosamente controladas. Alguns
receberam um medicamento que bloqueia a enzima responsável pela degradação do ácido retinóico, a CYP26B1.
O resultado mostrou que os animais regeneraram membros de forma errada — um braço superior surgiu no lugar
de um antebraço, por exemplo. Já o grupo controle, sem o bloqueio da enzima, reconstruiu os membros
corretamente.
'É como se a concentração do ácido dissesse à célula onde ela está no corpo', explica Monaghan para o jornal
americano. 'Quanto mais ácido, mais próximo do centro. Menos ácido, mais distante.'
Esse mapeamento químico ativa genes específicos, como o Shox, que são fundamentais para o desenvolvimento
dos ossos em braços e pernas — tanto na formação embrionária quanto na regeneração. Segundo os cientistas,
todos os humanos já utilizaram esses mesmos genes para formar seus membros no útero. A diferença é que
axolotes conseguem reativá-los na vida adulta. (...)
Considerando os movimentos referenciais no texto, assinale a alternativa cuja expressão destacada
retome um referente discursivo.
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Questão #489
TEXTO II
Chocolate faz bem para a saúde?
Quando o assunto é chocolate, até conhecer um pouco
de sua história e alguns de seus efeitos em nosso
organismo é divertido. Mas o que para alguns é um
prazer incontrolável, para outros se constitui em uma
tentação, principalmente para os que querem
emagrecer.
A árvore que dá origem ao cacau é o cacaueiro que
tem como nome científico Theobroma cacau, cujo
nome Theobroma significa bebida dos deuses. O
cacaueiro é uma árvore nativa da América Central e
do Sul, que necessita de condições especiais para
produzir. Só para exemplificar, as árvores produtoras
de cacau são muito sensíveis às variações climáticas
e principalmente às doenças. Sua altura não costuma
ultrapassar os 10 metros e caso as condições sejam
favoráveis, em apenas 5 anos se inicia sua produção,
podendo viver até quase 50 anos. A polinização de
suas flores é realizada por morcegos!
O Brasil já foi um dos grandes produtores mundiais
de cacau, contribuindo na época com mais de 30% da
produção mundial. Entretanto, problemas
relacionados aos custos de produção local e à falta de
organização dos produtores cacaueiros, contribuíram
para a retração desse setor produtivo, representando
hoje apenas 4% da produção mundial.
A história do cacau é muito antiga, visto que povos
pré-colombianos já utilizavam suas sementes para
fazer uma bebida usada em rituais religiosos e alguns
a empregavam como moeda. Cristovão Colombo, em
uma de suas várias incursões pelo continente, foi o
primeiro europeu a tomar conhecimento do chocolate,
mas o sucesso do chocolate na Europa só veio a
ocorrer em anos posteriores. Inicialmente, a bebida,
por ser amarga e oleosa, não era adequada ao gosto
europeu, somente com a substituição de alguns
produtos, como a pimenta pelo açúcar, por exemplo,
foi que se permitiu uma maior aceitação da bebida."
Com a popularidade, logo outros países europeus
começaram a produzir o cacau em suas colônias,
contribuindo para a diminuição dos preços, que eram
altíssimos! Desta forma, a bebida que antes era
exclusiva dos reis e pessoas afortunadas, aos poucos
foi se popularizando. A substituição da água por leite
também contribuiu significativamente para melhorar
ainda mais o sabor da bebida. A partir do aumento do
consumo e do desenvolvimento de novas e modernas
técnicas de produção e processamento, o chocolate
passou a ser consumido em tabletes e evoluiu até a
forma que conhecemos atualmente.
Em relação aos efeitos do chocolate em nosso
organismo, não existem estudos conclusivos sobre
como as substâncias presentes neste alimento agem
em nosso sistema nervoso, entretanto, alguns estudos
já realizados conseguiram desmistificar a ideia que o
chocolate estaria relacionado ao aparecimento da
acne e de inflamações cutâneas. Assim, o grande
problema em relação ao consumo do chocolate se
refere ao excesso de gordura hidrogenada
acrescentada durante sua fabricação, que é
prejudicial.
Chocolate faz bem para a saúde?
Quando o assunto é chocolate, até conhecer um pouco
de sua história e alguns de seus efeitos em nosso
organismo é divertido. Mas o que para alguns é um
prazer incontrolável, para outros se constitui em uma
tentação, principalmente para os que querem
emagrecer.
A árvore que dá origem ao cacau é o cacaueiro que
tem como nome científico Theobroma cacau, cujo
nome Theobroma significa bebida dos deuses. O
cacaueiro é uma árvore nativa da América Central e
do Sul, que necessita de condições especiais para
produzir. Só para exemplificar, as árvores produtoras
de cacau são muito sensíveis às variações climáticas
e principalmente às doenças. Sua altura não costuma
ultrapassar os 10 metros e caso as condições sejam
favoráveis, em apenas 5 anos se inicia sua produção,
podendo viver até quase 50 anos. A polinização de
suas flores é realizada por morcegos!
O Brasil já foi um dos grandes produtores mundiais
de cacau, contribuindo na época com mais de 30% da
produção mundial. Entretanto, problemas
relacionados aos custos de produção local e à falta de
organização dos produtores cacaueiros, contribuíram
para a retração desse setor produtivo, representando
hoje apenas 4% da produção mundial.
A história do cacau é muito antiga, visto que povos
pré-colombianos já utilizavam suas sementes para
fazer uma bebida usada em rituais religiosos e alguns
a empregavam como moeda. Cristovão Colombo, em
uma de suas várias incursões pelo continente, foi o
primeiro europeu a tomar conhecimento do chocolate,
mas o sucesso do chocolate na Europa só veio a
ocorrer em anos posteriores. Inicialmente, a bebida,
por ser amarga e oleosa, não era adequada ao gosto
europeu, somente com a substituição de alguns
produtos, como a pimenta pelo açúcar, por exemplo,
foi que se permitiu uma maior aceitação da bebida."
Com a popularidade, logo outros países europeus
começaram a produzir o cacau em suas colônias,
contribuindo para a diminuição dos preços, que eram
altíssimos! Desta forma, a bebida que antes era
exclusiva dos reis e pessoas afortunadas, aos poucos
foi se popularizando. A substituição da água por leite
também contribuiu significativamente para melhorar
ainda mais o sabor da bebida. A partir do aumento do
consumo e do desenvolvimento de novas e modernas
técnicas de produção e processamento, o chocolate
passou a ser consumido em tabletes e evoluiu até a
forma que conhecemos atualmente.
Em relação aos efeitos do chocolate em nosso
organismo, não existem estudos conclusivos sobre
como as substâncias presentes neste alimento agem
em nosso sistema nervoso, entretanto, alguns estudos
já realizados conseguiram desmistificar a ideia que o
chocolate estaria relacionado ao aparecimento da
acne e de inflamações cutâneas. Assim, o grande
problema em relação ao consumo do chocolate se
refere ao excesso de gordura hidrogenada
acrescentada durante sua fabricação, que é
prejudicial.
Quanto à classe gramatical, assinale a alternativa
que apresenta CORRETAMENTE a classificação
da palavra entre { }.
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Questão #1285
TEXTO 1
Cinemas sofrem com público que canta, faz baderna e fuma maconha nas salas
Guilher me Luis
O caos se anunciava desde o saguão. Dezenas de pessoas bradavam que estavam na fila do
cinema só para admirar Lady Gaga na telona. Quem queria mesmo ver o filme "Coringa:
delírio a dois" pedia licença e, com cautela, se espremia entre os fãs para alcançar a porta.
É cada vez mais comum presenciar tumultos assim nas salas. Em maio, uma sessão da
cinebiografia de Bob Marley, em Pernambuco, foi interrompida pela Polícia Militar após jovens
fumarem maconha no escuro. No TikTok, vídeos mostram gente brigando em sessões de
"Divertida Mente 2", filme que reuniu multidões no país e deixou sentimentos à flor da pele.
O fenômeno é global. Exibições do musical "Wicked" pelo mundo todo estão sendo
atrapalhadas por espectadores que entoam as canções em voz alta. Já se multiplicam os
vídeos de cenas inteiras na internet, publicadas por pessoas que não se acovardaram em
fazer gravações com o celular por minutos a fio, o que caracteriza pirataria.
A revista Variety publicou uma reportagem sobre esse novo comportamento do público diante
de um filme, no cinema. Um executivo de Hollywood afirmou, em condição de anonimato, que
a indústria já notou que as atitudes das pessoas mudaram drasticamente desde a pandemia.
É o que afirma também Marcos Barros, presidente da Abraplex, a Associação Brasileira das
Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex. "Não sou otimista quanto ao
comportamento das pessoas. É outra cabeça. Não vamos voltar para aquilo de todos
prestarem atenção no filme", disse ele, num debate de um evento do setor.
Virais, os vídeos que registram cenas como essas divertem na mesma medida em que
espantam. Nas redes sociais, usuários clamam pela volta da lanterninha, funcionário que
monitorava as sessões para garantir que o público mantivesse a etiqueta. Há anos, o cargo
foi extinto para redução de custos. Há também, cada vez mais, relatos de gente incomodada
com quem usa celular na sala ou comenta em voz alta o que vê na tela. Essa desinibição tem
a ver com novos tipos de vídeos exibidos pelos cinemas, como gravações de shows, que
fazem o público cantar e dançar, afirma Luiz Fernando Angi, gerente de marketing da rede
Cinépolis.
Em crise, com salas esvaziadas, os exibidores precisaram lembrar ao público por que uma
telona, caixas de som superpotentes e sacos de pipoca engordurados casam tão bem. Para
atrair os mais inquietos, redes, como a Cinemark e a Cinépolis, passaram a exibir conteúdos
que remetem a eventos ao vivo. O mais emblemático deles foi a gravação da turnê de Taylor
Swift, no ano passado. As sessões, cheias de fãs fantasiados, viraram uma extensão dos
palcos por onde a cantora passava. Numa sessão vista por este repórter no Cinemark do
shopping Eldorado, em São Paulo, os espectadores gritavam desde o início e não ficaram
sentados. Logo estavam dançando pela sala.
Um tumulto parecido ocorreu no Cine Marquise, na avenida Paulista, mas por causa de
Beyoncé, que também levou um show às telas. Os funcionários, assustados com a multidão
que se levantou para dançar, tiveram de instalar barreiras que os impedissem de chegar à
tela, onde o chão é mais frágil.
Para desincentivar o mau comportamento nas salas, em especial o uso de celular, o Cine
Marquise decidiu não compartilhar, nas suas redes, fotos e vídeos da tela publicados pelos
clientes. "Surgiu uma falta de noção. Hoje tudo é ‘instragramável’", diz Marcelo Lima, diretor
da rede. “Não é novidade que o celular e as redes viciam”, lembra a psicóloga Marcelle
Alfinito. "O uso abusivo é associado a uma ansiedade social, e o celular vira mecanismo de
fuga da realidade", diz ela, acrescentando que isso explica a vontade de mostrar que se está
em um cinema.
Minha alma voa aos sonhos do passado... (Auta de Souza)
Exibidores procuram formas de contornar o problema, mas não apresentam medidas sólidas.
"A gente tem tentado criar campanhas para constranger quem não segue a etiqueta", conta
Lima, do Cine Marquise, sem detalhar como serão as ações. Angi, da Cinépolis, diz que a
rede desincentiva o uso de celular com o vídeo educativo exibido antes dos filmes — o que a
maioria das exibidoras já faz —, e que recompensa o cliente que se sente lesado oferecendo
outra sessão. Procurada, a Cinemark não quis comentar o assunto.
TEXTO 2
Terra de ninguém e de todo mundo
Ruy Castro
E pensar que, algumas vezes, neste espaço, me queixei de que, ao ir ao cinema, a sinfonia
de maxilares triturando pipoca ao meu redor me impedia de escutar os diálogos. Pipoca no
cinema nunca foi novidade, claro. Vem desde os tempos da manivela. Só não era obrigatória.
Imagine comer pipoca em filmes como "M, o Vampiro de Dusseldorf" (1931), de Fritz Lang, ou
"O Silêncio" (1962), de Ingmar Bergman, com aquelas longas pausas silenciosas cheias de
significado. O próprio roedor de pipoca ficaria sem jeito ao ouvir-se a si mesmo.
Estou ciente de que cada um come o quê, quem, quanto, quando e onde quiser, e os
incomodados que se mudem. O que me intrigava era se as pessoas estavam comendo tanta
pipoca fora dos cinemas — na rua, em casa, no escritório — quanto dentro. Ao saber que
90% do consumo mundial de pipoca se dá nas salas de projeção, convenci-me de que os
filmes tinham se tornado só um pretexto para o consumo do principal produto dos estúdios: a
pipoca.
Mas recente e assustadora reportagem de Guilherme Luis na Folha ("Sessões sofrem com
público, que não sai do celular, fala alto e até canta no filme", 14/12) fez-me suspeitar que fui
injusto com o pessoal que se limitava a britar grãos de milho com seus molares. De fato, não
era tão incômodo assim, mesmo porque os cinemas compensavam elevando a música a
volumes centibélicos, capazes de abafar até o ronco de uma betoneira no palco.
Segundo a matéria, o problema, hoje, é que, conforme os proprietários das salas, cada
espectador acha que pode fazer o que quiser dentro do cinema. Gravar trechos inteiros do
filme e jogá-los nas redes. Ir lá na frente e tirar selfies com os atores na tela. Participar do
filme, vaiando, aplaudindo ou discutindo-o com a turma em voz alta. Se for um musical,
cantar junto com o artista e dançar nos corredores ou em cima das poltronas. Fumar vape ou
um baseado em certas cenas.
Não sei se a sério, alguém sugeriu a volta do lanterninha, aquele antigo funcionário que
passeava pelo escurinho para inibir os casais mais excitados. Hoje, ser lanterninha será uma
profissão de risco.
Cinemas sofrem com público que canta, faz baderna e fuma maconha nas salas
Guilher me Luis
O caos se anunciava desde o saguão. Dezenas de pessoas bradavam que estavam na fila do
cinema só para admirar Lady Gaga na telona. Quem queria mesmo ver o filme "Coringa:
delírio a dois" pedia licença e, com cautela, se espremia entre os fãs para alcançar a porta.
É cada vez mais comum presenciar tumultos assim nas salas. Em maio, uma sessão da
cinebiografia de Bob Marley, em Pernambuco, foi interrompida pela Polícia Militar após jovens
fumarem maconha no escuro. No TikTok, vídeos mostram gente brigando em sessões de
"Divertida Mente 2", filme que reuniu multidões no país e deixou sentimentos à flor da pele.
O fenômeno é global. Exibições do musical "Wicked" pelo mundo todo estão sendo
atrapalhadas por espectadores que entoam as canções em voz alta. Já se multiplicam os
vídeos de cenas inteiras na internet, publicadas por pessoas que não se acovardaram em
fazer gravações com o celular por minutos a fio, o que caracteriza pirataria.
A revista Variety publicou uma reportagem sobre esse novo comportamento do público diante
de um filme, no cinema. Um executivo de Hollywood afirmou, em condição de anonimato, que
a indústria já notou que as atitudes das pessoas mudaram drasticamente desde a pandemia.
É o que afirma também Marcos Barros, presidente da Abraplex, a Associação Brasileira das
Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex. "Não sou otimista quanto ao
comportamento das pessoas. É outra cabeça. Não vamos voltar para aquilo de todos
prestarem atenção no filme", disse ele, num debate de um evento do setor.
Virais, os vídeos que registram cenas como essas divertem na mesma medida em que
espantam. Nas redes sociais, usuários clamam pela volta da lanterninha, funcionário que
monitorava as sessões para garantir que o público mantivesse a etiqueta. Há anos, o cargo
foi extinto para redução de custos. Há também, cada vez mais, relatos de gente incomodada
com quem usa celular na sala ou comenta em voz alta o que vê na tela. Essa desinibição tem
a ver com novos tipos de vídeos exibidos pelos cinemas, como gravações de shows, que
fazem o público cantar e dançar, afirma Luiz Fernando Angi, gerente de marketing da rede
Cinépolis.
Em crise, com salas esvaziadas, os exibidores precisaram lembrar ao público por que uma
telona, caixas de som superpotentes e sacos de pipoca engordurados casam tão bem. Para
atrair os mais inquietos, redes, como a Cinemark e a Cinépolis, passaram a exibir conteúdos
que remetem a eventos ao vivo. O mais emblemático deles foi a gravação da turnê de Taylor
Swift, no ano passado. As sessões, cheias de fãs fantasiados, viraram uma extensão dos
palcos por onde a cantora passava. Numa sessão vista por este repórter no Cinemark do
shopping Eldorado, em São Paulo, os espectadores gritavam desde o início e não ficaram
sentados. Logo estavam dançando pela sala.
Um tumulto parecido ocorreu no Cine Marquise, na avenida Paulista, mas por causa de
Beyoncé, que também levou um show às telas. Os funcionários, assustados com a multidão
que se levantou para dançar, tiveram de instalar barreiras que os impedissem de chegar à
tela, onde o chão é mais frágil.
Para desincentivar o mau comportamento nas salas, em especial o uso de celular, o Cine
Marquise decidiu não compartilhar, nas suas redes, fotos e vídeos da tela publicados pelos
clientes. "Surgiu uma falta de noção. Hoje tudo é ‘instragramável’", diz Marcelo Lima, diretor
da rede. “Não é novidade que o celular e as redes viciam”, lembra a psicóloga Marcelle
Alfinito. "O uso abusivo é associado a uma ansiedade social, e o celular vira mecanismo de
fuga da realidade", diz ela, acrescentando que isso explica a vontade de mostrar que se está
em um cinema.
Minha alma voa aos sonhos do passado... (Auta de Souza)
Exibidores procuram formas de contornar o problema, mas não apresentam medidas sólidas.
"A gente tem tentado criar campanhas para constranger quem não segue a etiqueta", conta
Lima, do Cine Marquise, sem detalhar como serão as ações. Angi, da Cinépolis, diz que a
rede desincentiva o uso de celular com o vídeo educativo exibido antes dos filmes — o que a
maioria das exibidoras já faz —, e que recompensa o cliente que se sente lesado oferecendo
outra sessão. Procurada, a Cinemark não quis comentar o assunto.
TEXTO 2
Terra de ninguém e de todo mundo
Ruy Castro
E pensar que, algumas vezes, neste espaço, me queixei de que, ao ir ao cinema, a sinfonia
de maxilares triturando pipoca ao meu redor me impedia de escutar os diálogos. Pipoca no
cinema nunca foi novidade, claro. Vem desde os tempos da manivela. Só não era obrigatória.
Imagine comer pipoca em filmes como "M, o Vampiro de Dusseldorf" (1931), de Fritz Lang, ou
"O Silêncio" (1962), de Ingmar Bergman, com aquelas longas pausas silenciosas cheias de
significado. O próprio roedor de pipoca ficaria sem jeito ao ouvir-se a si mesmo.
Estou ciente de que cada um come o quê, quem, quanto, quando e onde quiser, e os
incomodados que se mudem. O que me intrigava era se as pessoas estavam comendo tanta
pipoca fora dos cinemas — na rua, em casa, no escritório — quanto dentro. Ao saber que
90% do consumo mundial de pipoca se dá nas salas de projeção, convenci-me de que os
filmes tinham se tornado só um pretexto para o consumo do principal produto dos estúdios: a
pipoca.
Mas recente e assustadora reportagem de Guilherme Luis na Folha ("Sessões sofrem com
público, que não sai do celular, fala alto e até canta no filme", 14/12) fez-me suspeitar que fui
injusto com o pessoal que se limitava a britar grãos de milho com seus molares. De fato, não
era tão incômodo assim, mesmo porque os cinemas compensavam elevando a música a
volumes centibélicos, capazes de abafar até o ronco de uma betoneira no palco.
Segundo a matéria, o problema, hoje, é que, conforme os proprietários das salas, cada
espectador acha que pode fazer o que quiser dentro do cinema. Gravar trechos inteiros do
filme e jogá-los nas redes. Ir lá na frente e tirar selfies com os atores na tela. Participar do
filme, vaiando, aplaudindo ou discutindo-o com a turma em voz alta. Se for um musical,
cantar junto com o artista e dançar nos corredores ou em cima das poltronas. Fumar vape ou
um baseado em certas cenas.
Não sei se a sério, alguém sugeriu a volta do lanterninha, aquele antigo funcionário que
passeava pelo escurinho para inibir os casais mais excitados. Hoje, ser lanterninha será uma
profissão de risco.
Comparando os dois textos, conclui-se que o autor do segundo texto
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Questão #1553
As experiências de outros países com jornada de trabalho reduzida
01 A demanda pelo fim da escala 6x1 — em que as pessoas trabalham seis dias por semana,
02 com folga de um dia — ganhou impulso esta semana, depois que a deputada federal Erika Hilton
03 (PSOL-SP) anunciou ter conseguido assinaturas suficientes para fazer sua proposta avançar no
04 Congresso.
05 A Proposta de Emenda .... Constituição (PEC) de Hilton não pretende apenas acabar com
06 a escala 6x1, mas implementar no Brasil uma semana de trabalho de quatro dias por semana,
07 também conhecida como escala 4x3.
08 O texto defende uma mudança na jornada de trabalho brasileira, com “duração do trabalho
09 normal não superior a 8 horas diárias e 36 horas semanais, com jornada de trabalho de 4 dias
10 por semana, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou
11 convenção coletiva de trabalho”.
12 A proposta de Hilton altera dois pontos do inci...o 13 do artigo 7º da Constituição
13 atualmente em vigor: o limite do horário de trabalho passaria de 44 horas para 36 horas
14 semanais; a jornada de trabalho seria estabelecida em quatro dias por semana (a Constituição
15 atual não faz menção a quantos dias por semana deve ter a jornada).
16 “Na Europa, de modo geral, as pessoas trabalham cinco dias por semana. Não é frequente
17 a semana de seis dias”, disse à BBC News Brasil Thomas Coutrot, pesquisador do Instituto de
18 Pesquisas Econômicas e Sociais, em Paris, autor de diversos livros sobre políticas trabalhistas e
19 ex-economista do Ministério do Trabalho e Emprego da França.
20 Por outro lado, ele afirma que a semana com apenas quatro dias de trabalho também
21 ainda não foi implementada com sucesso em nenhum país. “É um movimento minoritário, com
22 poucas empresas e serviços públicos que implementaram a semana de quatro dias. Mas existe
23 uma certa popularidade da opinião pública, na Europa pelo menos”.
24 A escala 4x3, como propõe a PEC, enfrenta muita re...istência entre empresários, diz
25 Coutrot. Ele afirma que ainda são poucos os casos na França de empresas que resolveram adotar
26 a semana de quatro dias por conta própria, sem mudanças na lei. Um dos setores em que isso
27 acontece é no de restaurantes de alta culinária.
28 “Nesse setor, muitos ____ dificuldade de achar pessoal qualificado. Para atrair esses
29 profissionais, eles decidiram fechar três dias por semana”, explica.
30 O maior esforço nesse sentido ___ sido com projetos pilotos promovidos pela entidade
31 internacional 4 Day Week Global, que defende a implementação da jornada de trabalho com
32 quatro dias por semana.
33 A proposta de Erika Hilton cita um desses pilotos que foi realizado no Brasil no ano passado
34 mas com apenas 22 empresas.
35 “É possível observar menor número de faltas dos empregados e produtividade em alta,
36 em razão da adoção de estratégias de organizações funcionais para o modelo da empresa”, diz
37 o projeto da deputada.
38 Além do Brasil, ___ pilotos da 4 Day Week em outros 13 países: Estados Unidos, Reino
39 Unido, Canadá, Alemanha, Suécia, Holanda, África do Sul, Índia, Chile, Itália, Noruega, Bélgica
40 e Suíça.
41 Em pelo menos dois desses países, Bélgica e Chile, houve depois passos mais concretos
42 em direção .... jornada de quatro dias por semana.
43 Na Bélgica, o primeiro país da Europa .... legislar sobre o assunto, os trabalhadores
44 ganharam em fevereiro de 2022 o direito de realizar uma semana de trabalho completa em
45 quatro dias em vez de cinco, sem perda de salário.
46 No entanto, os belgas não ___ a opção de trabalhar menos horas por semana. A lei
47 permite apenas que eles conden...em a carga horária semanal em menos dias por semana — o
48 que para muitos significa quatro dias com 9,5 horas de trabalho.
01 A demanda pelo fim da escala 6x1 — em que as pessoas trabalham seis dias por semana,
02 com folga de um dia — ganhou impulso esta semana, depois que a deputada federal Erika Hilton
03 (PSOL-SP) anunciou ter conseguido assinaturas suficientes para fazer sua proposta avançar no
04 Congresso.
05 A Proposta de Emenda .... Constituição (PEC) de Hilton não pretende apenas acabar com
06 a escala 6x1, mas implementar no Brasil uma semana de trabalho de quatro dias por semana,
07 também conhecida como escala 4x3.
08 O texto defende uma mudança na jornada de trabalho brasileira, com “duração do trabalho
09 normal não superior a 8 horas diárias e 36 horas semanais, com jornada de trabalho de 4 dias
10 por semana, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou
11 convenção coletiva de trabalho”.
12 A proposta de Hilton altera dois pontos do inci...o 13 do artigo 7º da Constituição
13 atualmente em vigor: o limite do horário de trabalho passaria de 44 horas para 36 horas
14 semanais; a jornada de trabalho seria estabelecida em quatro dias por semana (a Constituição
15 atual não faz menção a quantos dias por semana deve ter a jornada).
16 “Na Europa, de modo geral, as pessoas trabalham cinco dias por semana. Não é frequente
17 a semana de seis dias”, disse à BBC News Brasil Thomas Coutrot, pesquisador do Instituto de
18 Pesquisas Econômicas e Sociais, em Paris, autor de diversos livros sobre políticas trabalhistas e
19 ex-economista do Ministério do Trabalho e Emprego da França.
20 Por outro lado, ele afirma que a semana com apenas quatro dias de trabalho também
21 ainda não foi implementada com sucesso em nenhum país. “É um movimento minoritário, com
22 poucas empresas e serviços públicos que implementaram a semana de quatro dias. Mas existe
23 uma certa popularidade da opinião pública, na Europa pelo menos”.
24 A escala 4x3, como propõe a PEC, enfrenta muita re...istência entre empresários, diz
25 Coutrot. Ele afirma que ainda são poucos os casos na França de empresas que resolveram adotar
26 a semana de quatro dias por conta própria, sem mudanças na lei. Um dos setores em que isso
27 acontece é no de restaurantes de alta culinária.
28 “Nesse setor, muitos ____ dificuldade de achar pessoal qualificado. Para atrair esses
29 profissionais, eles decidiram fechar três dias por semana”, explica.
30 O maior esforço nesse sentido ___ sido com projetos pilotos promovidos pela entidade
31 internacional 4 Day Week Global, que defende a implementação da jornada de trabalho com
32 quatro dias por semana.
33 A proposta de Erika Hilton cita um desses pilotos que foi realizado no Brasil no ano passado
34 mas com apenas 22 empresas.
35 “É possível observar menor número de faltas dos empregados e produtividade em alta,
36 em razão da adoção de estratégias de organizações funcionais para o modelo da empresa”, diz
37 o projeto da deputada.
38 Além do Brasil, ___ pilotos da 4 Day Week em outros 13 países: Estados Unidos, Reino
39 Unido, Canadá, Alemanha, Suécia, Holanda, África do Sul, Índia, Chile, Itália, Noruega, Bélgica
40 e Suíça.
41 Em pelo menos dois desses países, Bélgica e Chile, houve depois passos mais concretos
42 em direção .... jornada de quatro dias por semana.
43 Na Bélgica, o primeiro país da Europa .... legislar sobre o assunto, os trabalhadores
44 ganharam em fevereiro de 2022 o direito de realizar uma semana de trabalho completa em
45 quatro dias em vez de cinco, sem perda de salário.
46 No entanto, os belgas não ___ a opção de trabalhar menos horas por semana. A lei
47 permite apenas que eles conden...em a carga horária semanal em menos dias por semana — o
48 que para muitos significa quatro dias com 9,5 horas de trabalho.
Considerando o fragmento adaptado “Eles decidiram fechar três dias por semana”, assinale a alternativa que apresenta a correta classificação do sujeito.
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