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Questão #1437

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Interpretação de texto Cargo: Administrador Órgão: PRODESAN Escolaridade: Superior Área de formação: Linguagens Banca: IBAM Ano: 2024 Tipo: ME UF: SP
A checagem de fake news no Facebook e Instagram

A Meta anunciou que está abandonando o uso de
checagem independente de fatos no Facebook e no
Instagram, substituindo-os por "notas da comunidade",
em um modelo semelhante ao do X, em que comentários
sobre a precisão do conteúdo das postagens são
deixados a cargo dos próprios usuários.

O anúncio despertou críticas de ativistas contra o
discurso de ódio na internet, que dizem que o ambiente
online ficará menos seguro com a mudança. Já outros
elogiaram o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por colocar
fim à "censura" no Facebook e Instagram.

A decisão da Meta vale apenas nos Estados Unidos. A
empresa ainda não anunciou mudança na checagem de
fake news em outros países, como o Brasil, mas avisou
que isso acontecerá no futuro.

"A Meta está profundamente comprometida com a
liberdade de expressão", afirmou a empresa.
"Reconhecemos que formas abusivas do exercício deste
direito causam danos. Nos últimos anos, desenvolvemos
sistemas cada vez mais complexos para gerenciar
conteúdo em nossas plataformas. Embora esses
esforços tenham sido bem intencionados, eles se
ampliaram a ponto de termos, às vezes, exagerado na
aplicação de nossas regras, limitando debate político
legítimo", diz a Meta. "As mudanças anunciadas
recentemente pretendem enfrentar essa questão."

A checagem de fake news em postagens não é feita por
uma equipe da Meta. Ela é feita por agências
credenciadas junto à Rede Internacional de Verificação
de Fatos (em inglês, IFCN), uma entidade não-partidária
dedicada à checagem de fake news.

"Não achamos que uma empresa privada como a Meta
deva decidir o que é verdadeiro ou falso, e é exatamente
por isso que temos uma rede global de parceiros de
verificação de fatos que revisam e classificam, de forma
independente, potenciais desinformações no Facebook,
Instagram e WhatsApp", diz um post de junho de 2021
do blog da Meta que explica como funciona o sistema.

"O trabalho deles nos permite agir e reduzir a
disseminação de conteúdo problemático em nossos
aplicativos", prossegue o texto.

A Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN) foi
criada pelo Instituto Poynter, uma organização sem fins
lucrativos que diz ser dedicada à promoção do jornalismo
imparcial e ético. A rede foi lançada em 2015, reunindo a
comunidade de verificadores de fatos ao redor do
mundo.

Segundo a Meta, "todos os parceiros de verificação de
fatos da Meta passam por um rigoroso processo de
certificação com o IFCN".

"O trabalho de verificação nos permite agir e reduzir a disseminação de conteúdo problemático em nossos aplicativos", prossegue o texto. Com base no texto apresentado, analise afirmativas e escolha a alternativa correta. as

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Questão #1282

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Tema e propósito textual Cargo: Administrador Órgão: CREMAM Escolaridade: Superior Área de formação: Linguagens Banca: QUADRIX Ano: 2025 Tipo: ME UF: AM
TEXTO 1

Cinemas sofrem com público que canta, faz baderna e fuma maconha nas salas

Guilher me Luis

O caos se anunciava desde o saguão. Dezenas de pessoas bradavam que estavam na fila do
cinema só para admirar Lady Gaga na telona. Quem queria mesmo ver o filme "Coringa:
delírio a dois" pedia licença e, com cautela, se espremia entre os fãs para alcançar a porta.

É cada vez mais comum presenciar tumultos assim nas salas. Em maio, uma sessão da
cinebiografia de Bob Marley, em Pernambuco, foi interrompida pela Polícia Militar após jovens
fumarem maconha no escuro. No TikTok, vídeos mostram gente brigando em sessões de
"Divertida Mente 2", filme que reuniu multidões no país e deixou sentimentos à flor da pele.

O fenômeno é global. Exibições do musical "Wicked" pelo mundo todo estão sendo
atrapalhadas por espectadores que entoam as canções em voz alta. Já se multiplicam os
vídeos de cenas inteiras na internet, publicadas por pessoas que não se acovardaram em
fazer gravações com o celular por minutos a fio, o que caracteriza pirataria.

A revista Variety publicou uma reportagem sobre esse novo comportamento do público diante
de um filme, no cinema. Um executivo de Hollywood afirmou, em condição de anonimato, que
a indústria já notou que as atitudes das pessoas mudaram drasticamente desde a pandemia.
É o que afirma também Marcos Barros, presidente da Abraplex, a Associação Brasileira das
Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex. "Não sou otimista quanto ao
comportamento das pessoas. É outra cabeça. Não vamos voltar para aquilo de todos
prestarem atenção no filme", disse ele, num debate de um evento do setor.

Virais, os vídeos que registram cenas como essas divertem na mesma medida em que
espantam. Nas redes sociais, usuários clamam pela volta da lanterninha, funcionário que
monitorava as sessões para garantir que o público mantivesse a etiqueta. Há anos, o cargo
foi extinto para redução de custos. Há também, cada vez mais, relatos de gente incomodada
com quem usa celular na sala ou comenta em voz alta o que vê na tela. Essa desinibição tem
a ver com novos tipos de vídeos exibidos pelos cinemas, como gravações de shows, que
fazem o público cantar e dançar, afirma Luiz Fernando Angi, gerente de marketing da rede
Cinépolis.

Em crise, com salas esvaziadas, os exibidores precisaram lembrar ao público por que uma
telona, caixas de som superpotentes e sacos de pipoca engordurados casam tão bem. Para
atrair os mais inquietos, redes, como a Cinemark e a Cinépolis, passaram a exibir conteúdos
que remetem a eventos ao vivo. O mais emblemático deles foi a gravação da turnê de Taylor
Swift, no ano passado. As sessões, cheias de fãs fantasiados, viraram uma extensão dos
palcos por onde a cantora passava. Numa sessão vista por este repórter no Cinemark do
shopping Eldorado, em São Paulo, os espectadores gritavam desde o início e não ficaram
sentados. Logo estavam dançando pela sala.

Um tumulto parecido ocorreu no Cine Marquise, na avenida Paulista, mas por causa de
Beyoncé, que também levou um show às telas. Os funcionários, assustados com a multidão
que se levantou para dançar, tiveram de instalar barreiras que os impedissem de chegar à
tela, onde o chão é mais frágil.

Para desincentivar o mau comportamento nas salas, em especial o uso de celular, o Cine
Marquise decidiu não compartilhar, nas suas redes, fotos e vídeos da tela publicados pelos
clientes. "Surgiu uma falta de noção. Hoje tudo é ‘instragramável’", diz Marcelo Lima, diretor
da rede. “Não é novidade que o celular e as redes viciam”, lembra a psicóloga Marcelle
Alfinito. "O uso abusivo é associado a uma ansiedade social, e o celular vira mecanismo de
fuga da realidade", diz ela, acrescentando que isso explica a vontade de mostrar que se está
em um cinema.

Minha alma voa aos sonhos do passado... (Auta de Souza)


Exibidores procuram formas de contornar o problema, mas não apresentam medidas sólidas.
"A gente tem tentado criar campanhas para constranger quem não segue a etiqueta", conta
Lima, do Cine Marquise, sem detalhar como serão as ações. Angi, da Cinépolis, diz que a
rede desincentiva o uso de celular com o vídeo educativo exibido antes dos filmes — o que a
maioria das exibidoras já faz —, e que recompensa o cliente que se sente lesado oferecendo
outra sessão. Procurada, a Cinemark não quis comentar o assunto.


TEXTO 2
Terra de ninguém e de todo mundo
Ruy Castro
E pensar que, algumas vezes, neste espaço, me queixei de que, ao ir ao cinema, a sinfonia
de maxilares triturando pipoca ao meu redor me impedia de escutar os diálogos. Pipoca no
cinema nunca foi novidade, claro. Vem desde os tempos da manivela. Só não era obrigatória.
Imagine comer pipoca em filmes como "M, o Vampiro de Dusseldorf" (1931), de Fritz Lang, ou
"O Silêncio" (1962), de Ingmar Bergman, com aquelas longas pausas silenciosas cheias de
significado. O próprio roedor de pipoca ficaria sem jeito ao ouvir-se a si mesmo.
Estou ciente de que cada um come o quê, quem, quanto, quando e onde quiser, e os
incomodados que se mudem. O que me intrigava era se as pessoas estavam comendo tanta
pipoca fora dos cinemas — na rua, em casa, no escritório — quanto dentro. Ao saber que
90% do consumo mundial de pipoca se dá nas salas de projeção, convenci-me de que os
filmes tinham se tornado só um pretexto para o consumo do principal produto dos estúdios: a
pipoca.
Mas recente e assustadora reportagem de Guilherme Luis na Folha ("Sessões sofrem com
público, que não sai do celular, fala alto e até canta no filme", 14/12) fez-me suspeitar que fui
injusto com o pessoal que se limitava a britar grãos de milho com seus molares. De fato, não
era tão incômodo assim, mesmo porque os cinemas compensavam elevando a música a
volumes centibélicos, capazes de abafar até o ronco de uma betoneira no palco.
Segundo a matéria, o problema, hoje, é que, conforme os proprietários das salas, cada
espectador acha que pode fazer o que quiser dentro do cinema. Gravar trechos inteiros do
filme e jogá-los nas redes. Ir lá na frente e tirar selfies com os atores na tela. Participar do
filme, vaiando, aplaudindo ou discutindo-o com a turma em voz alta. Se for um musical,
cantar junto com o artista e dançar nos corredores ou em cima das poltronas. Fumar vape ou
um baseado em certas cenas.
Não sei se a sério, alguém sugeriu a volta do lanterninha, aquele antigo funcionário que
passeava pelo escurinho para inibir os casais mais excitados. Hoje, ser lanterninha será uma
profissão de risco.

Os dois textos apresentam

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Questão #2173

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Pronomes Cargo: Agente Administrativo Órgão: Pref. Planaltina do Paraná Escolaridade: Médio Área de formação: Linguagens Banca: CPCON Ano: 2025 Tipo: ME UF: PR

Considerando-se a classificação dos pronomes, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente. (1) Pronome pessoal. (2) Pronome possessivo. (3) Pronome demonstrativo.
( ) A sua bolsa ficou na escola.
( ) Essa camisa é muito linda.
( ) Eu gosto muito da Ana.

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Questão #1195

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Reescrita de texto Cargo: Administrador Órgão: CREMAM Escolaridade: Superior Área de formação: Linguística Banca: QUADRIX Ano: 2025 Tipo: ME UF: AM
No contexto real dos sistemas de saúde, profissionais tomam decisões embasadas em sua experiência e formação, que podem ser cruciais para a evolução clínica do paciente. O processo de decisão clínica implica análise criteriosa e, no limite do possível, imparcial dos resultados de pesquisas científicas. Envolve, pelo menos em um plano retórico, o respeito às preferências do paciente. Preferências e escolhas deverão estar devidamente esclarecidas, bem como as circunstâncias em que o paciente é atendido, por meio da verificação do estágio da doença e dos recursos disponíveis no local de atendimento, a fim de garantir-lhe maior probabilidade de benefícios. O profissional de saúde deve, portanto, ser capaz de tomar decisões a respeito da aplicabilidade do conhecimento científico a um paciente individual ou a determinado cenário clínico, para orientar intervenções e buscar resultados eficientes e efetivos. Na dimensão educacional, o enfrentamento dos problemas de saúde que atingem as populações, tanto de países ricos como de países pobres, requer a formação de profissionais socialmente responsáveis, politicamente conscientes e aptos a se engajar em um processo permanente de formação e instrução. Esse processo de educação continuada deve ser eficiente não só do ponto de vista tecnológico, mas também do desenvolvimento de competências interpessoais, fundamentado em princípios que priorizam o bem-estar e a dignidade humana, a fim de responder às múltiplas demandas geradas pela transição do padrão de doenças, pelas mudanças demográficas e pelos problemas resultantes da pobreza e das desigualdades sociais. De fato, o tema da consciência social responsável e das competências interpessoais tem sido reconhecido como crucial para a formação de profissionais de saúde no Brasil. Conforme pesquisadores que avaliam a prática clínica embasada em evidências, tudo começa na boa relação médico-paciente, na atenção que o profissional dispensa ao paciente quanto a seus valores, suas crenças e suas preferências. Daí a necessidade de uma formação calcada em valores humanitários e éticos, que atenda às necessidades de comunicação interpessoal. Em uma sociedade que privilegia as responsabilidades individuais em detrimento das causas estruturais do adoecimento, a comunicação, o diálogo e as questões educativas desempenham papel central no atendimento.

No segundo parágrafo, o trecho “Na dimensão educacional, o enfrentamento dos problemas de saúde que atingem as populações, tanto de países ricos como de países pobres, requer a formação de profissionais socialmente responsáveis, politicamente conscientes e aptos a se engajar em um processo permanente de formação e instrução.”, sem prejuízo da correçãao gramatical, poderia ser reescrito como

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Questão #1475

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Crase Cargo: Administrador Órgão: Pref.Tangará da Serra Escolaridade: Superior Área de formação: Linguagens Banca: FUNDATEC Ano: 2024 Tipo: ME UF: MT
Depois de massacre, povo Juma luta para sobreviver em meio a invasões e desmatamento
Por Puré Juma

01 A Terra Indígena (TI) Juma está .... apenas 5 quilômetros da BR-230, que termina na
02 cidade amazonense Lábrea. Isso significa que, por terra, invasores só precisam andar por cerca
03 de três horas na floresta amazônica para chegar ao território onde vivem os Juma, um povo de
04 recente contato que, em 1964, sofreu um massacre. Mais de 60 pessoas morreram. Exatos 60
05 anos depois, os sobreviventes, seus filhos e netos, seguem ameaçados. Desta vez, pelo avanço
06 do desmatamento no sul do Amazonas, antes considerado uma das áreas mais preservadas do
07 estado. Como são poucos, se sentem em risco.
08 “Os invasores entram e alegam que não sabem os limites do território do povo indígena
09 Juma”, afirmou a cacica Boréa Juma .... Agência Pública. Ela conversou com a reportagem em
10 sua língua nativa, a kagwahiva, da família Tupi-Guarani, falada por sete povos na Amazônia.
11 Boréa sabe bem o que está acontecendo em seu território e nas redondezas de sua terra
12 tradicional, na qual nasceu, cresceu e viu seus ancestrais partirem e deixarem legado e histórias
13 para contar.
14 De acordo com a cacica, as derrubadas de mata e as queimadas feitas ao redor da TI “são
15 para fazer grandes pastos de fazendas e criação de gado”. O foco dos grileiros, pessoas que
16 desmatam e se apossam de terras públicas, são áreas não destinadas, ou seja, regiões sob
17 responsabilidade de governos estaduais ou federais que ainda não tiveram sua finalidade
18 definida.
19 “Hoje a gente está passando ameaças que ______ do grileiro e do fazendeiro. Naquele
20 tempo que aconteceu o massacre era do sorveiro (pessoas que entravam na floresta para extrair
21 sorva e seiva de árvores raras)”, explicou Mandé Juma, vice-presidente da associação Jawara
22 Pina, que representa seu povo. “A gente ______ passando, sobrevivendo, desde o começo”,
23 finalizou.
24 Ainda que o desmatamento na Amazônia tenha reduzido 30,63% entre agosto de 2023 e
25 julho deste ano, a maior taxa de redução em 15 anos, os números seguem altos, com o sul do
26 Amazonas se consolidando como a nova fronteira do desmatamento. No ano passado, por
27 exemplo, a cidade de Lábrea, que fica a pouco mais de 90 quilômetros da TI Juma, superou
28 Altamira, no Pará, como a líder no ranking de municípios com maior área desmatada no Brasil.
29 Mesmo quando ocorrem fora dos limites do território Juma, os crimes ambientais afetam a
30 sobrevivência dos povos originários, pois ______ a escassez de alimento, com a fuga de animais,
31 além de levar poluição a lugares sagrados.
32 “Aqui na aldeia tinha muitas araras-azuis, mas elas desapareceram. Talvez foi por causa
33 do calor, ou falta de alimento, ou a derrubada (de árvores) que afastou as araras. Não foi só
34 arara, também os porcos-do-mato não aparecem mais, os peixes diminuíram, os nambu e os
35 jacamim não se encontram mais, e as frutas estão produzindo em época diferente”, finalizou a
36 cacica.
37 Além do caminho pela floresta, também é possível chegar .... TI Juma pelo rio Assuã, um
38 afluente do rio Purus, em um trajeto de cerca de 40 minutos de barco. A facilidade de acesso ao
39 território deixa os indígenas cercados e expostos a diversos perigos, como o próprio
40 desmatamento e a possibilidade de confronto, verbal ou físico, com suas lideranças.

Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 09 e 37.

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Questão #149

Na formação da palavra “reconhecimento”,
observa-se o elemento inicial “re-“, denominado
prefixo, que pode significar “movimento para trás,
repetição, reciprocidade, intensidade”. Considerando o
estágio atual da Língua Portuguesa, indique, dentre as
opções abaixo, o substantivo que contém esse prefixo.

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Questão #167

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Vírgula Cargo: Inspetor de Polícia Penal Órgão: SEAP RJ Escolaridade: Superior Área de formação: Linguagens Banca: COSEAC Ano: 2025 Tipo: ME UF: RJ
Com base no Manual de Redação da Presidência
da República (2018), analise as seguintes assertivas
sobre o uso da vírgula:

1 ) A vírgula é utilizada para separar palavras ou orações
paralelas justapostas, isto é, não ligadas por
conjunção.

2 ) A vírgula também é empregada para indicar a elipse
(ocultação) de verbo ou outro termo anterior.

3 ) A vírgula é sempre utilizada entre termos que mantêm
entre si estreita ligação sintática – por exemplo, entre
sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus
complementos.

4 ) A vírgula é fundamental para marcar o tempo de
respiração.

5 ) A vírgula deve ser usada para separar vocativos,
apostos e orações adjetivas explicativas.

Estão corretas as assertivas

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Questão #890

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Interpretação de texto Cargo: Soldado do QPPM Órgão: Polícia Militar Escolaridade: Médio Área de formação: Linguagens Banca: CEVUECE Ano: 2025 Tipo: ME UF: CE
Texto I

Negacionismo científico influencia no aumento de doenças
evitáveis por vacina no mundo

01 A vacinação é essencial e representa, além de atitude
02 individual, um ato coletivo, segundo o professor Gonzalo
03 Vecina Neto.

04 Nas últimas décadas, o avanço da medicina levou à
05 erradicação de algumas doenças mundiais. A criação de
06 vacinas e de tratamentos eficazes permitiram esse avanço
07 na saúde. Entretanto, de acordo com a Organização
08 Mundial da Saúde (OMS), o número de casos de doenças
09 evitáveis por vacina, como difteria, sarampo e meningite,
10 tem aumentado recentemente.

11 As causas desse crescimento são diversas e variam de
12 acordo com a localidade. Gonzalo Vecina Neto, professor
13 da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de
14 São Paulo (USP), comenta dos motivos desse aumento.
15 “Em regiões mais pobres, na África e no Sudeste Asiático,
16 a explicação desse crescimento é a escassez de vacinas,
17 falta de dinheiro para comprar essa forma de proteção.
18 Entretanto, nas outras regiões, desenvolvidas ou de renda
19 média, as razões são muito mais complexas, de modelo de
20 vacinação a negacionismo científico.”

21 Vacinação
22 Segundo o docente, atualmente existem duas formas de
23 vacinação adotadas pelas nações: a puericultura e o
24 modelo campanhista. No primeiro caso, há o
25 acompanhamento total da criança durante a sua infância
26 e o seu crescimento, analisando todo o quadro de saúde
27 do indivíduo. Por outro lado, as campanhas vacinais,
28 como o próprio nome diz, visam apenas à vacinação da
29 população. Mesmo os dois modelos sendo eficazes, a
30 puericultura é a mais indicada e eficiente a longo prazo.
31 O Brasil adota, desde 1975, o modelo campanhista de
32 vacinação. Até 2015, as campanhas atingiram cerca de
33 95% de cobertura vacinal da população. Contudo, após a
34 pandemia, casos de enfermidades como a meningite
35 voltaram a subir. Segundo a OMS, foram registrados, em
36 2024, 26 mil novos casos da doença e aproximadamente
37 1.400 mortes em 24 países.

38 Para o professor, a vacinação é, além de um ato
39 individual, uma atitude coletiva. “Quando você protege
40 mais de 70% da população, por alguma razão, o agente
41 infeccioso não consegue encontrar suscetíveis. Em uma
42 população de 100 habitantes, por exemplo, em que 70
43 estão vacinados, a chance de o agente contagioso
44 encontrar os outros 30 é muito pequena. É um evento
45 estatístico. Então, a proteção da sociedade protege a
46 todos. Mesmo aqueles que, por alguma razão, não
47 tiveram condição de ter acesso à vacina. O processo de
48 imunização de populações é um processo coletivo dentro
49 da saúde pública”, completa.

50 Negacionismo
51 Além dos modelos de imunização, a crescente onda
52 negacionista na ciência e a circulação de fake news têm
53 contribuído diretamente para o problema. “Uma mentira
54 bem contada e repetida muitas vezes se transforma em
55 uma verdade. E, dependendo do tipo de mentira que você
56 estiver tomando, existe risco de vida. Quando tratamos
57 de inverdades a respeito da vacina, isso pode colocar a
58 vida de pessoas em risco. Nós estamos vivendo em um
59 mundo em transformação, com alta carga de informações
60 compartilhadas. É um mundo onde nós estamos tendo
61 acesso a uma forma muito violenta à informação sem
62 regras”, defende Vecina Neto.

63 De acordo com a Organização, 138 países reportaram
64 casos de sarampo nos últimos 12 meses, sendo que, em
65 61, foram registrados grandes surtos. A doença é tida
66 como controlada em grande parte dos países
67 desenvolvidos e subdesenvolvidos. Porém, os dados
68 apresentados demonstram o retrocesso recente nos
69 avanços da medicina. Além da queda da cobertura
70 vacinal, conflitos novos e as mudanças climáticas são
71 agravantes do problema. Dessa maneira, as vacinas são
72 essenciais para mudar o cenário atual.

O texto apresenta reflexões em torno de um tema central,
que aborda

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Questão #689

Quando da tragédia brotam heróis e lições

01 Ninguém seria capaz de imaginar tudo o que viveríamos naqueles dias, há exatamente
02 um ano. O maio de 2024 ficará para sempre na memória de todos os gaúchos – e muito além
03 de nós. O ímpeto implacável das águas, a fúria imbatível da natureza, o pavor incrédulo nas
04 retinas. O caos, tão incontrolável quanto pavorosamente banal, numa calamidade desgovernada
05 de assombrosas surpresas. Notícias trágicas em série, impensáveis, parecendo sair de um filme
06 de ficção sobre o apocalipse. Cenas de desespero e dor. O ruir repentino de tudo o que
07 julgávamos inatin....ível até então. Construções e pontes desabando feito frágeis castelos de
08 cartas. Rios mudando seus cursos e devorando cidades. Morros e florestas vindo abaixo como
09 se derretessem. Histórias e memórias e conquistas sendo apagadas como se fossem nada e
10 nunca. Dias de medo. Dias de mortes. Dias de horror.
11 Mas eis que, da tragédia e das lágrimas que inundam tudo sob fero....es águas barrentas,
12 surgem almas. Braços. Barcos, abraços e corações. Surge a entrega de heróis anônimos, que
13 brotam em abundância de um sentimento de solidariedade jamais visto. Seres humanos
14 iluminados que largam suas vidas para se dedicar ___ ações de solidariedade e resgate. Os
15 integrantes das forças de segurança pública de todo o estado, mesmo as centenas afetadas em
16 suas casas e suas vidas pela tragédia, se lançam ___ missão de salvar vidas. Todas as vidas. E
17 proteger patrimônios. Porque, infelizmente, algumas mentes podres aproveitaram o momento
18 de desespero para roubar e depredar, para cometer violências tão absurdas que uma legislação
19 específica deveria punir, mas de forma exemplar e irrecorrível, por ser esta uma crueldade
20 monstruosa: aproveitar-se e explorar a fragilidade e a dor dos seus semelhantes em meio ao
21 caos.
22 Forças de segurança de outros estados vieram em peso ajudar os nossos. Civis, em
23 grupos ou isoladamente, de todo o Brasil e até do exterior largaram tudo e vieram se engajar
24 na missão de salvar vidas e proteger cidadanias. Cargas de doações incontáveis venceram
25 estradas destruídas e chegaram onde houvesse alguém precisando. A tragédia nos ensinava que
26 a natureza jamais se submete ao homem e pode se rebelar quando bem entender. Mas nos
27 ensinava também que nós, humanos, ainda temos um belíssimo lado bom, que sabe ser solidário
28 e resiliente. Que sabe ter extrema garra, coragem e bravura irmanadas a uma gigantesca e
29 afetuosa dedicação ao próximo. Que sabe renunciar ___ tudo o que é seu apenas para que o
30 outro possa aliviar a sua dor e sorrir. A tragédia nos arrancou pontes, levou casas e plantações,
31 tirou vidas de entes queridos. Mas também fez flore....er, no exemplo daqueles dias fatídicos,
32 um jardim de heroísmo, amor e solidariedade jamais vistos.

Considerando a coesão por referenciação, analise as afirmações a seguir:

1. Na linha 08, a palavra “seus” estabelece uma relação de posse entre “rios” e “cidades”.
2. Na linha 12, o pronome relativo “que” tem como referente o substantivo “heróis”.
3. Tanto a expressão “heróis anônimos” (l. 12) quanto “seres humanos iluminados” (l. 13-14)
referem-se àqueles que se dedicaram a ações de solidariedade.
4. Na linha 26, o pronome “se” em “não se submete” tem como referente a palavra “homem”.

O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:

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Questão #994

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: análise sintática Cargo: Administrador Órgão: UFCSPA Escolaridade: Superior Área de formação: Administração Banca: FUNDATEC Ano: 2025 Tipo: ME UF: RS
Um punhado de passado
Por Pedro Guerra

01 A vida tem dessas de promover alguns encontros quando a gente nem sabe se tá querendo
02 ser encontrado. Eu estava no meio do nada. — ok, sem tanto extremismo: eu estava em uma
03 conveniência de beira de estrada, daquelas em que o sinal do celular é meio capenga e os
04 salgados são superfaturados. O passeio era despretensioso, coisa rápida pra esvaziar a bexiga e
05 seguir caminho. Para pagar o uso do banheiro, comprei uma água (também superfaturada), e
06 logo ali no caixa veio a surpresa: encontrei uma bala que não via .... no mínimo uns 20 anos.

07 Foi como um soco no estômago, desses que desmancham certezas e despertam lembranças.
08 A bala em questão era um quadradinho envolto em papel prateado, daqueles que grudam e
09 muitas vezes a gente acaba mastigando com um pouco de embalagem mesmo. A viagem, antes
10 prevista para determinada cidade, de súbito pareceu deslocar-se para um tempo bem antigo, no
11 qual eu ainda era criança e conhecia aquela bala pela primeira vez. Lembro como se pudesse
12 tocar .... memória com os dedos: a professora de espanhol sempre entregava de presente um
13 daqueles doces quando acertávamos alguma atividade.

14 O engraçado é que durante anos eu procurei por aquela bala, e todas as minhas tentativas
15 foram ....... . Acontece que certas coisas só nos encontram no momento certo — e nunca
16 sabemos quando ele vai chegar. Ali, parado, imóvel em frente ao caixa, tratei logo de pegar um
17 punhado daquele pedaço de nostalgia, como se buscasse segurança em um passado idealizado
18 que jamais vai voltar. Rodeados de um presente líquido e instável, levei no bolso um pedaço de
19 mim que pensei que nunca reencontraria. Foi barato, foi inesperado, foi necessário.

20 Confesso que ainda não comi todas as 8 balas que comprei. Guardei algumas para algum
21 momento em que a realidade pareça tão difícil e desconexa que a certeza do ontem irá de alguma
22 forma parecer cafuné. Também fiz isso porque não sei quando é que vou encontrá-las por aí de
23 novo — tá certo, eu até sei o local, mas ele fica longe e, sabe como é, mesmo que o passado
24 pareça reconfortante, a gente tem uma pressa de futuro que muitas vezes é tudo, menos doce.

– Analise o período a seguir, retirado do texto:

“Também fiz isso porque não sei quando é que vou encontrá-las por aí de novo — tá certo, eu até
sei o local, mas ele fica longe e, sabe como é, mesmo que o passado pareça reconfortante, a gente
tem uma pressa de futuro que muitas vezes é tudo, menos doce”.

Sobre o trecho acima, analise as assertivas abaixo:

I. No trecho, pode-se identificar uma conjunção adversativa e uma locução conjuntiva concessiva, estabelecendo, cada qual, relações entre ideias de sentido contrário.

II. A ligação entre a primeira e a segunda oração do período é realizada por uma conjunção que estabelece uma relação de explicação de uma motivação entre elas.

III. A última oração do período é uma oração adjetiva, introduzida por um pronome relativo que a liga ao seu antecedente, no caso, um substantivo.

Quais estão corretas?

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