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Questão #2137
Por Tiago Germano
No terceiro mês do catecismo, o padre nos deu a chance esperada: depois de doze semanas de aulas e de leituras bíblicas, tão
pouco frequentadas quanto pouco entendidas, podíamos perguntar o que quiséssemos.
Fui o primeiro a erguer o braço. O padre, encanecido, pediu que eu me levantasse. Com a coragem que hoje, nos eventos de
que participo, procuro, mas não acho, arranquei do fundo da alma a dúvida atordoante: “Padre, o Papa vai ao banheiro?”
A morte de João Paulo II, em meio à comoção mundial gerada pelo seu funeral, em 2005, me trouxe de volta essa lembrança
distante. Junto com ela, o medo que eu sentia na infância daquele homem, do quadro que minha avó conservava pendurado ao lado da
imagem de Jesus.
Eu não sabia a diferença entre Jesus e Deus. Minha avó tentou me explicar que Jesus não era Deus, mas que também podia ser.
Que foi humano por 33 anos, mas que depois que morreu virou uma pomba. Nesse dia, descobri que o Papa tinha um papamóvel (o que
fazia dele quase um herói de história em quadrinho) e que, se o Papa comia, ele também tinha que ir obrigatoriamente ao banheiro. A
minha avó só não conseguiu me esclarecer por que João Paulo II lia os discursos tão devagar, como se não tivesse passado da
alfabetização, ele que, segundo ela, era um dos homens mais inteligentes do mundo, sabia todas as línguas faladas por todos os povos.
Na verdade, continuei com um medo brutal do Papa. Todos choravam quando se aproximavam dele.
Nunca imaginei, por exemplo, o Papa jovem, até que vi uma foto dele um pouco mais novo do que eu era naquela época.
Careca, como sempre. Branco, como sempre. Mas humano, sem a aura de santidade que tanto me assombrava. Décadas depois, quando
o vi ali, morto, estendido aos olhos da multidão, compreendi que a humanidade do Papa estava muito além das minhas cogitações
infantis.
Ainda hoje me pego imaginando o Papa no banheiro, as vestes santas despidas do corpo enorme, e rio o riso proibido do
catecismo. A última imagem que guardarei do Papa João Paulo II, o único e verdadeiro Papa da minha geração, é a de sua dor, que o
igualou a cada ser humano neste planeta. Uma dor como a de Jesus, que era humano mas que também era Deus. E que talvez também
fosse ao banheiro, mas só de vez em quando.
No terceiro mês do catecismo, o padre nos deu a chance esperada: depois de doze semanas de aulas e de leituras bíblicas, tão
pouco frequentadas quanto pouco entendidas, podíamos perguntar o que quiséssemos.
Fui o primeiro a erguer o braço. O padre, encanecido, pediu que eu me levantasse. Com a coragem que hoje, nos eventos de
que participo, procuro, mas não acho, arranquei do fundo da alma a dúvida atordoante: “Padre, o Papa vai ao banheiro?”
A morte de João Paulo II, em meio à comoção mundial gerada pelo seu funeral, em 2005, me trouxe de volta essa lembrança
distante. Junto com ela, o medo que eu sentia na infância daquele homem, do quadro que minha avó conservava pendurado ao lado da
imagem de Jesus.
Eu não sabia a diferença entre Jesus e Deus. Minha avó tentou me explicar que Jesus não era Deus, mas que também podia ser.
Que foi humano por 33 anos, mas que depois que morreu virou uma pomba. Nesse dia, descobri que o Papa tinha um papamóvel (o que
fazia dele quase um herói de história em quadrinho) e que, se o Papa comia, ele também tinha que ir obrigatoriamente ao banheiro. A
minha avó só não conseguiu me esclarecer por que João Paulo II lia os discursos tão devagar, como se não tivesse passado da
alfabetização, ele que, segundo ela, era um dos homens mais inteligentes do mundo, sabia todas as línguas faladas por todos os povos.
Na verdade, continuei com um medo brutal do Papa. Todos choravam quando se aproximavam dele.
Nunca imaginei, por exemplo, o Papa jovem, até que vi uma foto dele um pouco mais novo do que eu era naquela época.
Careca, como sempre. Branco, como sempre. Mas humano, sem a aura de santidade que tanto me assombrava. Décadas depois, quando
o vi ali, morto, estendido aos olhos da multidão, compreendi que a humanidade do Papa estava muito além das minhas cogitações
infantis.
Ainda hoje me pego imaginando o Papa no banheiro, as vestes santas despidas do corpo enorme, e rio o riso proibido do
catecismo. A última imagem que guardarei do Papa João Paulo II, o único e verdadeiro Papa da minha geração, é a de sua dor, que o
igualou a cada ser humano neste planeta. Uma dor como a de Jesus, que era humano mas que também era Deus. E que talvez também
fosse ao banheiro, mas só de vez em quando.
No trecho “Minha avó tentou me explicar que Jesus não era Deus, mas que também podia ser.”, é possível identificar que a oração em destaque é:
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Questão #1440
A checagem de fake news no Facebook e Instagram
A Meta anunciou que está abandonando o uso de
checagem independente de fatos no Facebook e no
Instagram, substituindo-os por "notas da comunidade",
em um modelo semelhante ao do X, em que comentários
sobre a precisão do conteúdo das postagens são
deixados a cargo dos próprios usuários.
O anúncio despertou críticas de ativistas contra o
discurso de ódio na internet, que dizem que o ambiente
online ficará menos seguro com a mudança. Já outros
elogiaram o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por colocar
fim à "censura" no Facebook e Instagram.
A decisão da Meta vale apenas nos Estados Unidos. A
empresa ainda não anunciou mudança na checagem de
fake news em outros países, como o Brasil, mas avisou
que isso acontecerá no futuro.
"A Meta está profundamente comprometida com a
liberdade de expressão", afirmou a empresa.
"Reconhecemos que formas abusivas do exercício deste
direito causam danos. Nos últimos anos, desenvolvemos
sistemas cada vez mais complexos para gerenciar
conteúdo em nossas plataformas. Embora esses
esforços tenham sido bem intencionados, eles se
ampliaram a ponto de termos, às vezes, exagerado na
aplicação de nossas regras, limitando debate político
legítimo", diz a Meta. "As mudanças anunciadas
recentemente pretendem enfrentar essa questão."
A checagem de fake news em postagens não é feita por
uma equipe da Meta. Ela é feita por agências
credenciadas junto à Rede Internacional de Verificação
de Fatos (em inglês, IFCN), uma entidade não-partidária
dedicada à checagem de fake news.
"Não achamos que uma empresa privada como a Meta
deva decidir o que é verdadeiro ou falso, e é exatamente
por isso que temos uma rede global de parceiros de
verificação de fatos que revisam e classificam, de forma
independente, potenciais desinformações no Facebook,
Instagram e WhatsApp", diz um post de junho de 2021
do blog da Meta que explica como funciona o sistema.
"O trabalho deles nos permite agir e reduzir a
disseminação de conteúdo problemático em nossos
aplicativos", prossegue o texto.
A Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN) foi
criada pelo Instituto Poynter, uma organização sem fins
lucrativos que diz ser dedicada à promoção do jornalismo
imparcial e ético. A rede foi lançada em 2015, reunindo a
comunidade de verificadores de fatos ao redor do
mundo.
Segundo a Meta, "todos os parceiros de verificação de
fatos da Meta passam por um rigoroso processo de
certificação com o IFCN".
A Meta anunciou que está abandonando o uso de
checagem independente de fatos no Facebook e no
Instagram, substituindo-os por "notas da comunidade",
em um modelo semelhante ao do X, em que comentários
sobre a precisão do conteúdo das postagens são
deixados a cargo dos próprios usuários.
O anúncio despertou críticas de ativistas contra o
discurso de ódio na internet, que dizem que o ambiente
online ficará menos seguro com a mudança. Já outros
elogiaram o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por colocar
fim à "censura" no Facebook e Instagram.
A decisão da Meta vale apenas nos Estados Unidos. A
empresa ainda não anunciou mudança na checagem de
fake news em outros países, como o Brasil, mas avisou
que isso acontecerá no futuro.
"A Meta está profundamente comprometida com a
liberdade de expressão", afirmou a empresa.
"Reconhecemos que formas abusivas do exercício deste
direito causam danos. Nos últimos anos, desenvolvemos
sistemas cada vez mais complexos para gerenciar
conteúdo em nossas plataformas. Embora esses
esforços tenham sido bem intencionados, eles se
ampliaram a ponto de termos, às vezes, exagerado na
aplicação de nossas regras, limitando debate político
legítimo", diz a Meta. "As mudanças anunciadas
recentemente pretendem enfrentar essa questão."
A checagem de fake news em postagens não é feita por
uma equipe da Meta. Ela é feita por agências
credenciadas junto à Rede Internacional de Verificação
de Fatos (em inglês, IFCN), uma entidade não-partidária
dedicada à checagem de fake news.
"Não achamos que uma empresa privada como a Meta
deva decidir o que é verdadeiro ou falso, e é exatamente
por isso que temos uma rede global de parceiros de
verificação de fatos que revisam e classificam, de forma
independente, potenciais desinformações no Facebook,
Instagram e WhatsApp", diz um post de junho de 2021
do blog da Meta que explica como funciona o sistema.
"O trabalho deles nos permite agir e reduzir a
disseminação de conteúdo problemático em nossos
aplicativos", prossegue o texto.
A Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN) foi
criada pelo Instituto Poynter, uma organização sem fins
lucrativos que diz ser dedicada à promoção do jornalismo
imparcial e ético. A rede foi lançada em 2015, reunindo a
comunidade de verificadores de fatos ao redor do
mundo.
Segundo a Meta, "todos os parceiros de verificação de
fatos da Meta passam por um rigoroso processo de
certificação com o IFCN".
Nos últimos anos, desenvolvemos sistemas cada vez mais complexos para gerenciar conteúdo em nossas plataformas.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
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Questão #739
Nas opções a seguir, as frases iniciais foram desenvolvidas de
forma a explicitar a informação.
Assinale aquela em que o desenvolvimento não tem essa função.
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Questão #1654
Observe a oração: Sentíamos a chegada {da primavera}.
A função sintática do termo sublinhado na oração acima é a mesma do que vem sublinhado em qual das alternativas a seguir?
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Questão #1604
Você foi designado para redigir um ofício que será enviado ao diretor de um órgão público solicitando informações sobre a implementação de um novo projeto. Para garantir que o ofício esteja em conformidade com as normas do “Manual de Redação da Presidência da República”, é necessário avaliar a estrutura e organização do documento.
Considerando o texto, avalie as proposições a seguir:
I - O ofício deve iniciar com o cabeçalho, timbre do órgão que está emitindo o documento, identificação do
expediente, seguido da data e local, do endereçamento e do assunto.
II - O vocativo adequado para um ofício dirigido ao diretor de um órgão público é “Prezado Diretor”.
III - O texto do ofício deve ser redigido de forma objetiva, evitando-se o uso de pronomes de tratamento e
formas de tratamento honoríficas.
IV - No encerramento do ofício, deve-se utilizar a expressão “Atenciosamente” ou “Respeitosamente”,
dependendo da hierarquia entre o emissor e o destinatário.
V - O ofício deve ser assinado pelo emissor com a indicação do cargo, sem a necessidade de mencionar o
nome completo.
É CORRETO o que se afirma em:
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Questão #1391
Precisamos falar sobre “Janeiro Branco” por Rita Almeida
Eu, particularmente, tenho sérias críticas a todas essas campanhas de massa quando os temas são muito
subjetivos. Mas se o “Janeiro Branco” já está na pauta, precisamos falar sobre ele […].
Não sei por que escolheram o “branco” como sobrenome da campanha, mas trata-se de um significante, no
mínimo, discutível, num país tão racista.
[…]
Eu, particularmente, tenho sérias críticas a todas essas campanhas de massa quando os temas são muito
subjetivos. Mas se o “Janeiro Branco” já está na pauta, precisamos falar sobre ele […].
Não sei por que escolheram o “branco” como sobrenome da campanha, mas trata-se de um significante, no
mínimo, discutível, num país tão racista.
[…]
No trecho “[…] mas trata-se de um significante, no mínimo, discutível, num país tão racista”, o vocábulo “discutível” estabelece uma relação semântica de sinonímia com o termo sublinhado em
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Questão #386
Atriz venceu por sua atuação em "Assassinos da Rua das Flores",
dirigido por Martin Scorsese
Lily Gladstone fez história no Globo de Ouro no domingo (8),
quando se tornou a primeira pessoa que se identifica como
indígena a ganhar o prêmio de Melhor Atriz em Drama durante a
cerimônia.
Gladstone venceu por sua atuação no drama dirigido por Martin
Scorsese “Assassinos da Rua das Flores”, no qual estrela ao lado
de Leonardo DiCaprio e Robert De Niro.
“Este é um caso histórico. Não pertence apenas a mim. Estou
segurando agora, segurando com todas as minhas lindas irmãs”,
disse ela durante seu discurso.
Falando inicialmente na língua Blackfeet, Gladstone continuou
dizendo que a Nação Blackfeet é a “bela comunidade, nação que
me criou e me encorajou a continuar, continuar fazendo isso”.
Ela também homenageou sua mãe, que a acompanhou na
cerimônia no domingo, dizendo: “minha mãe, embora não seja
Blackfeet, trabalhou incansavelmente para levar nosso idioma às
nossas salas de aula, então tive uma professora de inglês
Blackfeet enquanto crescia”.
Gladstone expressou sua gratidão por poder falar “um pouco” de
sua língua “porque neste negócio, os atores nativos costumavam
falar suas falas em inglês e então os mixadores de som as
rodavam de trás para frente para conseguir os idiomas nativos
diante das câmeras”.
Passando a mencionar a nação Osage, centrada em “Flower
Moon”, Gladstone encerrou seu discurso dizendo que este prêmio
é para as crianças que “se viram representadas em nossas
histórias contadas por nós mesmos em nossas próprias palavras,
com tremendos aliados e tremendos confiar.”
Gladstone cresceu na reserva Blackfeet, no noroeste de
Montana, de acordo com o The Guardian, contando à publicação
em 2017 que viveu em terras da reserva até os 11 anos de idade.
Ela tem afiliações tribais que incluem Kainai, Amskapi Piikani e
Nimi’ipuu First Nations.
Em “Assassinos da Rua das Flores”, ela interpreta Mollie
Burkhart, uma mulher osage que é esposa de Ernest Burkhart, de
DiCaprio. Isso marca a primeira indicação e vitória de Gladstone
ao Globo.
dirigido por Martin Scorsese
Lily Gladstone fez história no Globo de Ouro no domingo (8),
quando se tornou a primeira pessoa que se identifica como
indígena a ganhar o prêmio de Melhor Atriz em Drama durante a
cerimônia.
Gladstone venceu por sua atuação no drama dirigido por Martin
Scorsese “Assassinos da Rua das Flores”, no qual estrela ao lado
de Leonardo DiCaprio e Robert De Niro.
“Este é um caso histórico. Não pertence apenas a mim. Estou
segurando agora, segurando com todas as minhas lindas irmãs”,
disse ela durante seu discurso.
Falando inicialmente na língua Blackfeet, Gladstone continuou
dizendo que a Nação Blackfeet é a “bela comunidade, nação que
me criou e me encorajou a continuar, continuar fazendo isso”.
Ela também homenageou sua mãe, que a acompanhou na
cerimônia no domingo, dizendo: “minha mãe, embora não seja
Blackfeet, trabalhou incansavelmente para levar nosso idioma às
nossas salas de aula, então tive uma professora de inglês
Blackfeet enquanto crescia”.
Gladstone expressou sua gratidão por poder falar “um pouco” de
sua língua “porque neste negócio, os atores nativos costumavam
falar suas falas em inglês e então os mixadores de som as
rodavam de trás para frente para conseguir os idiomas nativos
diante das câmeras”.
Passando a mencionar a nação Osage, centrada em “Flower
Moon”, Gladstone encerrou seu discurso dizendo que este prêmio
é para as crianças que “se viram representadas em nossas
histórias contadas por nós mesmos em nossas próprias palavras,
com tremendos aliados e tremendos confiar.”
Gladstone cresceu na reserva Blackfeet, no noroeste de
Montana, de acordo com o The Guardian, contando à publicação
em 2017 que viveu em terras da reserva até os 11 anos de idade.
Ela tem afiliações tribais que incluem Kainai, Amskapi Piikani e
Nimi’ipuu First Nations.
Em “Assassinos da Rua das Flores”, ela interpreta Mollie
Burkhart, uma mulher osage que é esposa de Ernest Burkhart, de
DiCaprio. Isso marca a primeira indicação e vitória de Gladstone
ao Globo.
O adjetivo utilizado no título “Lily Gladstone se torna a
primeira atriz indígena a ganhar um Globo de Ouro” é
importante porque
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Questão #1341
A arte de ver o outro
Por Gilmar Marcílio
01 Estamos perdendo consideravelmente a capacidade de estabelecer relações de acolhimento
02 e amor. Acho triste, pois precisamos desses dois sentimentos para abraçar com a alma aquele
03 que está próximo de nós. Porém, há algo ainda a ser feito para sustentar esses pilares
04 emocionais. Chegamos até aqui pela persistência em colaborar. E nessa palavra está embutido
05 um longo trajeto de renúncia ao egoístico ato de se colocar em primeiro lugar. Talvez você se
06 pergunte: como será verdade se as pessoas estão cada vez mais pensando só em si mesmas?
07 Acredito ser um sintoma temporário: creio que vamos nos exaurir de tanta individualidade. A
08 história é pendular. Ora aqui, ora acolá. Só após, o equilíbrio, também provisório.
09 Ninguém é autossuficiente o bastante para pre....indir de uma rede de apoio. Qualquer
10 existência está intrinsecamente ligada ___ demais. A ruptura desses elos pode significar o nosso
11 fim como espécie. No entanto, vejo sinais alentadores. Há muitos movimentos de solidariedade,
12 largos gestos promovendo a salvação quando somos atingidos por uma tragédia ambiental, por
13 exemplo. É comovente acompanhar tanta gente mobilizando-se em busca de uma solução ao se
14 depararem com comunidades que passaram por grandes perdas. Dá-se a isso o nome de
15 empatia.
16 Penso na magnífica arte da conversação. Vêm-me ___ mente os diálogos socráticos, nos
17 quais cada interlocutor apresenta seus pontos de vista e é acolhido pelo grupo ___ despeito de
18 eventuais divergências. Investigar diversas visões de mundo é multiplicar as experiências, pois
19 nos deslocamos para um local (imaginário) diferente do nosso. O narcísico não gosta dessa
20 prática e exatamente por isso deve-se insistir nesse propósito. Como é possível fazê-lo com
21 eficiência? Depois das triviais perguntas “olá, tudo bem, como está?”, nos despirmos um pouco
22 da autorreferência. É o início de ricos encontros que geralmente desaguam em divagações
23 filosóficas, transcendendo a banalidade do dia a dia. A inteligência é altamente sedutora,
24 compete com os atrativos físicos. E há o fato de, com a passagem do tempo e o aprofundamento
25 dos contatos, sempre termos o que acrescentar no diálogo com o amigo, o colega, o vizinho. Ver
26 com paixão quem está ao lado é estabelecer uma ligação próxima ao princípio religioso de
27 unicidade.
28 Conta-se que certas tribos indígenas, conhecidas por suas admiráveis criações artísticas,
29 nunca assinam as peças produzidas. Para eles, a glória particular não tem valor algum. Visando
30 escapar de tal armadilha da vaidade assinam as obras uns dos outros. Há neste pacto uma
31 indizível beleza.
32 Veja para além dos olhos, com o corpo todo. Só assim será capaz de fazer a leitura correta
33 de cada ser.
Por Gilmar Marcílio
01 Estamos perdendo consideravelmente a capacidade de estabelecer relações de acolhimento
02 e amor. Acho triste, pois precisamos desses dois sentimentos para abraçar com a alma aquele
03 que está próximo de nós. Porém, há algo ainda a ser feito para sustentar esses pilares
04 emocionais. Chegamos até aqui pela persistência em colaborar. E nessa palavra está embutido
05 um longo trajeto de renúncia ao egoístico ato de se colocar em primeiro lugar. Talvez você se
06 pergunte: como será verdade se as pessoas estão cada vez mais pensando só em si mesmas?
07 Acredito ser um sintoma temporário: creio que vamos nos exaurir de tanta individualidade. A
08 história é pendular. Ora aqui, ora acolá. Só após, o equilíbrio, também provisório.
09 Ninguém é autossuficiente o bastante para pre....indir de uma rede de apoio. Qualquer
10 existência está intrinsecamente ligada ___ demais. A ruptura desses elos pode significar o nosso
11 fim como espécie. No entanto, vejo sinais alentadores. Há muitos movimentos de solidariedade,
12 largos gestos promovendo a salvação quando somos atingidos por uma tragédia ambiental, por
13 exemplo. É comovente acompanhar tanta gente mobilizando-se em busca de uma solução ao se
14 depararem com comunidades que passaram por grandes perdas. Dá-se a isso o nome de
15 empatia.
16 Penso na magnífica arte da conversação. Vêm-me ___ mente os diálogos socráticos, nos
17 quais cada interlocutor apresenta seus pontos de vista e é acolhido pelo grupo ___ despeito de
18 eventuais divergências. Investigar diversas visões de mundo é multiplicar as experiências, pois
19 nos deslocamos para um local (imaginário) diferente do nosso. O narcísico não gosta dessa
20 prática e exatamente por isso deve-se insistir nesse propósito. Como é possível fazê-lo com
21 eficiência? Depois das triviais perguntas “olá, tudo bem, como está?”, nos despirmos um pouco
22 da autorreferência. É o início de ricos encontros que geralmente desaguam em divagações
23 filosóficas, transcendendo a banalidade do dia a dia. A inteligência é altamente sedutora,
24 compete com os atrativos físicos. E há o fato de, com a passagem do tempo e o aprofundamento
25 dos contatos, sempre termos o que acrescentar no diálogo com o amigo, o colega, o vizinho. Ver
26 com paixão quem está ao lado é estabelecer uma ligação próxima ao princípio religioso de
27 unicidade.
28 Conta-se que certas tribos indígenas, conhecidas por suas admiráveis criações artísticas,
29 nunca assinam as peças produzidas. Para eles, a glória particular não tem valor algum. Visando
30 escapar de tal armadilha da vaidade assinam as obras uns dos outros. Há neste pacto uma
31 indizível beleza.
32 Veja para além dos olhos, com o corpo todo. Só assim será capaz de fazer a leitura correta
33 de cada ser.
Assinale a alternativa que indica quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias caso a palavra “diálogos” fosse substituída por sua forma singular no trecho a seguir, retirado do texto-base:
“Vêm-me ___ mente os diálogos socráticos, nos quais cada interlocutor apresenta seus pontos de vista”.
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Questão #352
Leia o texto a seguir:
S.O.S. Português
Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais
as regras para utilizá-los?
As expressões “pronome oblíquo” e “pronome reto”
são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus).
Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo
com a função sintática. Quando estavam como sujeito,
pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função
(exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso
oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é “não
é direito ou reto”. Os pronomes pessoais da língua
portuguesa seguem o mesmo padrão: os que
desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós
e eles) são os pessoais do caso reto; e os que
normalmente têm a função de complementos verbais
(me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes,
se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do
caso oblíquo.
NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida”, dez. 2008, p. 20.)
Quando estudamos os pronomes, conhecemos um
procedimento como colocação pronominal. A estrutura
que está de acordo com as regras apresentadas no
texto é:
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Questão #345
Leia o poema a seguir:
As Sem-razões do Amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de
Janeiro: Record, 2002.)
Nesse poema, é possível identificar:
As Sem-razões do Amor
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Corpo. Rio de
Janeiro: Record, 2002.)
Nesse poema, é possível identificar:
I - A presença de rimas nos versos 18 e 19.
II - A partir de uma análise acerca do título, nota-se
que há um jogo de palavras entre “sem” e “cem” que
se relaciona com o significado do restante do poema.
Além disso, pode ser vista uma dicotomia existente:
mesmo que alguém tente explicar o amor, é impossível
enumerá-lo.
III - O eu-lírico expressando a sua perspetiva acerca do
amor.
Após analisar as alternativas, indique a opção correta:
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