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Questão #1638
Qual dos seguintes elementos é um objetivo central do Plano Plurianual (PPA)?
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Questão #1611
Assinale a alternativa CORRETA: Suponha que você precisa acessar a página da COMPROV disponível na Internet para encontrar os comunicados mais recentes. Em qual software de computador essa tarefa pode ser realizada?
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Questão #1595
[...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Sobre o excerto de Memórias de um sargento de milícias, é CORRETO o que se afirma em:
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Questão #1610
Assinale a alternativa CORRETA: O LibreOffice é uma suíte de aplicativos de escritório que pode ser instalado de forma gratuita e que:
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Questão #1598
[...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Assinale a alternativa em que a mudança dos verbos sublinhados decorre em concordância com a norma culta.
“Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho (I) houve suas dúvidas. [...].
(II) Já se sabe que houve nesse dia função: Foi aceita a ideia, ainda que (III) houvesse dificuldade em
encontrarem-se os pares.”
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Questão #1607
De acordo com a Lei nº 11.091/2005, que dispõe sobre a estruturação do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, marque a alternativa CORRETA:
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Questão #1600
[...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
No excerto a seguir, identifique a palavra que exemplifica uma relação de hiponímia em relação à palavra
“instrumento”:
“O compadre trouxe a rabeca, que é, como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício.”
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Questão #1621
O planejamento estratégico é um processo que busca identificar oportunidades no mercado, para desenvolver uma estratégia a partir de ações que visem atingir os objetivos organizacionais. Identifique, nas afirmações apresentadas, a proposição VERDADEIRA:
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Questão #1630
Na administração de materiais de uma empresa industrial, os tipos de estoques são divididos em: estoques de matéria-prima, estoques de produtos em processo, estoques de materiais auxiliares e estoques de produtos acabados. Sobre os tipos de estoque, temos as seguintes proposições:
I - Estoque de produtos em processo é composto por subprodutos ou conjuntos de peças desagrupadas, que passarão por pelo menos um processamento até serem incorporados ao produto final.
II - Estoque de materiais auxiliares corresponde ao estoque de componentes alternativos dos produtos finais.
III - Estoque de produtos acabados é o estoque dos bens finalizados pela produção, ou seja, dos produtos já prontos para serem comercializados. É CORRETO concluir o que se afirma em:
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Questão #1602
[...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
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miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
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distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
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Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
No excerto do texto: “Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira [...]”, o uso dos dois-pontos:
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