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Questão #1030

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Gêneros textuais Cargo: Administrador Órgão: UFU Escolaridade: Superior Área de formação: Linguagens Banca: UFU DIRPS Ano: 2025 Tipo: ME UF: RS
Mas comecemos por Karoline. Trabalhando em uma fábrica de roupas, a protagonista não tem notícias do marido, que se alistara para lutar na guerra, há mais de um ano e, em um misto de desespero por ter sido despejada e oportunidade, por perceber que o dono da fábrica se interessara por ela, passa a ter um relacionamento com ele, o que a leva a engravidar. O que segue, daí, é uma espiral ainda mais intensa de pura dor e miséria que a leva à esfera de influência de Dagmar, que promete encontrar um bom lar para o bebê, o que só amplifica os horrores que são descortinados em uma excelente, mas angustiante cadência de queima lenta que não poupa o espectador de absolutamente nada. Mas é importante compreender, para aqueles que esperarem um filme sobre a referida serial killer, que A Garota da Agulha não tem esse feitio e o foco permanece constantemente em Karoline.
A primeira coisa que chama atenção é a transformação de Vic Carmen Sonne, uma bela atriz, em sua versão completamente sem glamour, com dentes tortos, cabelos desgrenhados, uma leve corcunda e uma linguagem corporal que transmite fragilidade, em um resultado que não só é realista, especialmente para a época, como parece perfeitamente natural. Esse é o primeiro sinal de que a produção não tem intenção alguma em lidar com beleza, algo que o design de produção de Jagna Dobesz, a direção de arte de Ristergren Albistur Lisette e Ewa Mroczkowska e a direção de fotografia em preto e branco de Michal Dymek elevam ao patamar de arte, mas uma arte suja, feia, deprimente, que tem o poder de subsumir toda uma era no continente europeu. Até mesmo o pouco que vemos da aristocracia local, quando Karoline é convidada à mansão onde mora seu amante rico, é de uma qualidade inquietante, com o pouco de real beleza sendo manchada pelas ações que lá acontecem.

FAN, R. Disponível em: https://l1nq.com/SDqhf. Acesso em: 18 abr. 2025. (Fragmento)

O fragmento de texto lido é um exemplar do gênero

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Questão #1283

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Gêneros textuais Cargo: Administrador Órgão: CREMAM Escolaridade: Superior Área de formação: Linguagens Banca: QUADRIX Ano: 2025 Tipo: ME UF: AM
TEXTO 1

Cinemas sofrem com público que canta, faz baderna e fuma maconha nas salas

Guilher me Luis

O caos se anunciava desde o saguão. Dezenas de pessoas bradavam que estavam na fila do
cinema só para admirar Lady Gaga na telona. Quem queria mesmo ver o filme "Coringa:
delírio a dois" pedia licença e, com cautela, se espremia entre os fãs para alcançar a porta.

É cada vez mais comum presenciar tumultos assim nas salas. Em maio, uma sessão da
cinebiografia de Bob Marley, em Pernambuco, foi interrompida pela Polícia Militar após jovens
fumarem maconha no escuro. No TikTok, vídeos mostram gente brigando em sessões de
"Divertida Mente 2", filme que reuniu multidões no país e deixou sentimentos à flor da pele.

O fenômeno é global. Exibições do musical "Wicked" pelo mundo todo estão sendo
atrapalhadas por espectadores que entoam as canções em voz alta. Já se multiplicam os
vídeos de cenas inteiras na internet, publicadas por pessoas que não se acovardaram em
fazer gravações com o celular por minutos a fio, o que caracteriza pirataria.

A revista Variety publicou uma reportagem sobre esse novo comportamento do público diante
de um filme, no cinema. Um executivo de Hollywood afirmou, em condição de anonimato, que
a indústria já notou que as atitudes das pessoas mudaram drasticamente desde a pandemia.
É o que afirma também Marcos Barros, presidente da Abraplex, a Associação Brasileira das
Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex. "Não sou otimista quanto ao
comportamento das pessoas. É outra cabeça. Não vamos voltar para aquilo de todos
prestarem atenção no filme", disse ele, num debate de um evento do setor.

Virais, os vídeos que registram cenas como essas divertem na mesma medida em que
espantam. Nas redes sociais, usuários clamam pela volta da lanterninha, funcionário que
monitorava as sessões para garantir que o público mantivesse a etiqueta. Há anos, o cargo
foi extinto para redução de custos. Há também, cada vez mais, relatos de gente incomodada
com quem usa celular na sala ou comenta em voz alta o que vê na tela. Essa desinibição tem
a ver com novos tipos de vídeos exibidos pelos cinemas, como gravações de shows, que
fazem o público cantar e dançar, afirma Luiz Fernando Angi, gerente de marketing da rede
Cinépolis.

Em crise, com salas esvaziadas, os exibidores precisaram lembrar ao público por que uma
telona, caixas de som superpotentes e sacos de pipoca engordurados casam tão bem. Para
atrair os mais inquietos, redes, como a Cinemark e a Cinépolis, passaram a exibir conteúdos
que remetem a eventos ao vivo. O mais emblemático deles foi a gravação da turnê de Taylor
Swift, no ano passado. As sessões, cheias de fãs fantasiados, viraram uma extensão dos
palcos por onde a cantora passava. Numa sessão vista por este repórter no Cinemark do
shopping Eldorado, em São Paulo, os espectadores gritavam desde o início e não ficaram
sentados. Logo estavam dançando pela sala.

Um tumulto parecido ocorreu no Cine Marquise, na avenida Paulista, mas por causa de
Beyoncé, que também levou um show às telas. Os funcionários, assustados com a multidão
que se levantou para dançar, tiveram de instalar barreiras que os impedissem de chegar à
tela, onde o chão é mais frágil.

Para desincentivar o mau comportamento nas salas, em especial o uso de celular, o Cine
Marquise decidiu não compartilhar, nas suas redes, fotos e vídeos da tela publicados pelos
clientes. "Surgiu uma falta de noção. Hoje tudo é ‘instragramável’", diz Marcelo Lima, diretor
da rede. “Não é novidade que o celular e as redes viciam”, lembra a psicóloga Marcelle
Alfinito. "O uso abusivo é associado a uma ansiedade social, e o celular vira mecanismo de
fuga da realidade", diz ela, acrescentando que isso explica a vontade de mostrar que se está
em um cinema.

Minha alma voa aos sonhos do passado... (Auta de Souza)


Exibidores procuram formas de contornar o problema, mas não apresentam medidas sólidas.
"A gente tem tentado criar campanhas para constranger quem não segue a etiqueta", conta
Lima, do Cine Marquise, sem detalhar como serão as ações. Angi, da Cinépolis, diz que a
rede desincentiva o uso de celular com o vídeo educativo exibido antes dos filmes — o que a
maioria das exibidoras já faz —, e que recompensa o cliente que se sente lesado oferecendo
outra sessão. Procurada, a Cinemark não quis comentar o assunto.


TEXTO 2
Terra de ninguém e de todo mundo
Ruy Castro
E pensar que, algumas vezes, neste espaço, me queixei de que, ao ir ao cinema, a sinfonia
de maxilares triturando pipoca ao meu redor me impedia de escutar os diálogos. Pipoca no
cinema nunca foi novidade, claro. Vem desde os tempos da manivela. Só não era obrigatória.
Imagine comer pipoca em filmes como "M, o Vampiro de Dusseldorf" (1931), de Fritz Lang, ou
"O Silêncio" (1962), de Ingmar Bergman, com aquelas longas pausas silenciosas cheias de
significado. O próprio roedor de pipoca ficaria sem jeito ao ouvir-se a si mesmo.
Estou ciente de que cada um come o quê, quem, quanto, quando e onde quiser, e os
incomodados que se mudem. O que me intrigava era se as pessoas estavam comendo tanta
pipoca fora dos cinemas — na rua, em casa, no escritório — quanto dentro. Ao saber que
90% do consumo mundial de pipoca se dá nas salas de projeção, convenci-me de que os
filmes tinham se tornado só um pretexto para o consumo do principal produto dos estúdios: a
pipoca.
Mas recente e assustadora reportagem de Guilherme Luis na Folha ("Sessões sofrem com
público, que não sai do celular, fala alto e até canta no filme", 14/12) fez-me suspeitar que fui
injusto com o pessoal que se limitava a britar grãos de milho com seus molares. De fato, não
era tão incômodo assim, mesmo porque os cinemas compensavam elevando a música a
volumes centibélicos, capazes de abafar até o ronco de uma betoneira no palco.
Segundo a matéria, o problema, hoje, é que, conforme os proprietários das salas, cada
espectador acha que pode fazer o que quiser dentro do cinema. Gravar trechos inteiros do
filme e jogá-los nas redes. Ir lá na frente e tirar selfies com os atores na tela. Participar do
filme, vaiando, aplaudindo ou discutindo-o com a turma em voz alta. Se for um musical,
cantar junto com o artista e dançar nos corredores ou em cima das poltronas. Fumar vape ou
um baseado em certas cenas.
Não sei se a sério, alguém sugeriu a volta do lanterninha, aquele antigo funcionário que
passeava pelo escurinho para inibir os casais mais excitados. Hoje, ser lanterninha será uma
profissão de risco.

Considerando o propósito comunicativo prioritário dos dois textos, analise as assertivas

abaixo.

I Os dois textos apresentam traços estilísticos e composicionais do gênero reportagem.

II A presença da linguagem conotativa, no segundo texto, é um traço caracterizador da crônica.

I II A presença do ponto de vista do jornalista é um dos elementos que configura o primeiro texto como reportagem.

IV O primeiro texto caracteriza-se como notícia, visto que o seu objetivo principal é apenas relatar recentes episódios ocorridos em salas de cinemas.

V O segundo texto apropria-se das ideias do primeiro para desconstruí-las, objetivo principal do gênero denominado de resenha.

Das assertivas, estão corretas

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Questão #2131

Disciplina: Língua Portuguesa Assunto: Gêneros textuais Cargo: Agente Administrativo Órgão: Pref. Nazarezinho Escolaridade: Médio Área de formação: Linguagens Banca: CPCON Ano: 2025 Tipo: ME UF: PB

Sob o ponto de vista dos gêneros textuais, o Texto 2 é classificado como:

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