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Questão #1484
Considerando o fragmento adaptado “O foco dos grileiros, {pessoas que desmatam e se apossam de terras públicas}, são áreas não destinadas”, a expressão { } representa um:
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Questão #391
Assinale a alternativa em que a expressão que tem { }
valor de adjetivo.
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Questão #1248
01 José Arcadio, o mais velho dos meninos, havia completado quatorze anos. Tinha a cabeça
02 quadrada, o cabelo hirsuto e o gênio voluntarioso do pai. Ainda que tivesse o mesmo impulso
03 de crescimento e fortaleza física, já então era evidente que carecia de imaginação. Foi
04 concebido e dado à luz durante a penosa travessia da serra, antes da fundação de Macondo,
05 e seus pais deram graças aos céus ao comprovar que não tinha nenhum órgão de animal.
06 Aureliano, o primeiro ser humano que nasceu em Macondo, ia fazer seis anos em março. Era
07 silencioso e retraído. Tinha chorado no ventre da mãe e nasceu com os olhos abertos.
08 Enquanto lhe cortavam o umbigo movia a cabeça de um lado para o outro, reconhecendo as
09 coisas do quarto, e examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro.
10 Depois, indiferente aos que vinham conhecê-lo, manteve a atenção concentrada no teto de
11 palmas, que parecia estar quase desabando sob a tremenda pressão da chuva. Úrsula não
12 tornou a se lembrar da intensidade desse olhar até o dia em que o pequeno Aureliano, na
13 idade de três anos, entrou na cozinha no momento em que ela retirava do fogão e punha na
14 mesa uma panela de caldo fervente. O garoto, perplexo na porta, disse: “Vai cair”. A panela
15 estava posta bem no centro da mesa, mas, logo que o menino deu o aviso, iniciou um
16 movimento irrevogável para a borda, como impulsionada por um dinamismo interior, e se
17 espedaçou no chão. Úrsula, alarmada, contou o episódio ao marido, mas este o interpretou
18 como um fenômeno natural. Sempre fora assim, alheio à existência dos filhos, em parte
19 porque considerava a infância como um período de insuficiência mental, e em parte porque
20 estava sempre absorto por demais nas suas próprias especulações quiméricas.
02 quadrada, o cabelo hirsuto e o gênio voluntarioso do pai. Ainda que tivesse o mesmo impulso
03 de crescimento e fortaleza física, já então era evidente que carecia de imaginação. Foi
04 concebido e dado à luz durante a penosa travessia da serra, antes da fundação de Macondo,
05 e seus pais deram graças aos céus ao comprovar que não tinha nenhum órgão de animal.
06 Aureliano, o primeiro ser humano que nasceu em Macondo, ia fazer seis anos em março. Era
07 silencioso e retraído. Tinha chorado no ventre da mãe e nasceu com os olhos abertos.
08 Enquanto lhe cortavam o umbigo movia a cabeça de um lado para o outro, reconhecendo as
09 coisas do quarto, e examinava o rosto das pessoas com uma curiosidade sem assombro.
10 Depois, indiferente aos que vinham conhecê-lo, manteve a atenção concentrada no teto de
11 palmas, que parecia estar quase desabando sob a tremenda pressão da chuva. Úrsula não
12 tornou a se lembrar da intensidade desse olhar até o dia em que o pequeno Aureliano, na
13 idade de três anos, entrou na cozinha no momento em que ela retirava do fogão e punha na
14 mesa uma panela de caldo fervente. O garoto, perplexo na porta, disse: “Vai cair”. A panela
15 estava posta bem no centro da mesa, mas, logo que o menino deu o aviso, iniciou um
16 movimento irrevogável para a borda, como impulsionada por um dinamismo interior, e se
17 espedaçou no chão. Úrsula, alarmada, contou o episódio ao marido, mas este o interpretou
18 como um fenômeno natural. Sempre fora assim, alheio à existência dos filhos, em parte
19 porque considerava a infância como um período de insuficiência mental, e em parte porque
20 estava sempre absorto por demais nas suas próprias especulações quiméricas.
Analise as assertivas abaixo considerando as regras de regência na Língua
Portuguesa:
I. Em “deu o aviso” (l. 15), o verbo “dar” exige objeto direto.
II. Em “contou o episódio ao marido” (l. 17), o verbo “contar” rege dois complementos: um objeto
direto (o episódio) e um objeto indireto (ao marido), estando, portanto, com regência verbal
plenamente adequada.
III. Em “perplexo na porta” (l. 14), o adjetivo “perplexo” exige complemento com a preposição “com”
(perplexo com algo), sendo inadequado seu uso isolado, como no trecho.
IV. Em “alheio à existência dos filhos” (l. 18), o termo “alheio” rege corretamente o complemento
preposicionado com “a”.
V. Em “absorto por demais nas suas próprias especulações quiméricas” (l. 20), o termo “absorto”
está inadequadamente empregado, pois exige complemento iniciado por preposição “com”
(absorto com algo).
Quais estão corretas?
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Questão #601
Texto III
Quanto tempo de atividade física você deve fazer?
Crianças de até 1 ano: pelo menos 30 minutos por dia de barriga para baixo (posição de bruços), podendo ser distribuídos ao longo do
dia. As crianças com qualquer deficiência devem ser estimuladas dentro das suas potencialidades desde as primeiras fases de vida.
Crianças de 1 a 2 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, podendo ser distribuídas ao longo do
dia.
Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, sendo, no mínimo, 1 hora de
intensidade moderada a vigorosa que pode ser acumulada ao longo do dia.
Para crianças e jovens de 6 a 17 anos: você deve praticar 60 minutos ou mais atividade física por dia. Dê preferência para aquelas de
intensidade moderada. Como parte desses 60 minutos ou mais por dia, inclua em pelo menos 3 dias na semana atividades de
fortalecimento dos músculos e ossos, como saltar, puxar, empurrar ou praticar esportes.
Adultos: você deve realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo da semana ou pelo menos 75 minutos de
atividade vigorosa, ou uma combinação equivalente. Atividades de fortalecimento muscular devem ser realizadas envolvendo os
principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana.
Idosos: a partir dessa idade, a recomendação é a mesma dos adultos. Adicionalmente, aqueles com mobilidade reduzida devem fazer
atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas, três ou mais dias na semana.
Fonte: BRASIL. Guia de atividade física para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. p. 45. Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf>. Adaptado. Acesso em: 23 out. 2024.
Quanto tempo de atividade física você deve fazer?
Crianças de até 1 ano: pelo menos 30 minutos por dia de barriga para baixo (posição de bruços), podendo ser distribuídos ao longo do
dia. As crianças com qualquer deficiência devem ser estimuladas dentro das suas potencialidades desde as primeiras fases de vida.
Crianças de 1 a 2 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, podendo ser distribuídas ao longo do
dia.
Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade, sendo, no mínimo, 1 hora de
intensidade moderada a vigorosa que pode ser acumulada ao longo do dia.
Para crianças e jovens de 6 a 17 anos: você deve praticar 60 minutos ou mais atividade física por dia. Dê preferência para aquelas de
intensidade moderada. Como parte desses 60 minutos ou mais por dia, inclua em pelo menos 3 dias na semana atividades de
fortalecimento dos músculos e ossos, como saltar, puxar, empurrar ou praticar esportes.
Adultos: você deve realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo da semana ou pelo menos 75 minutos de
atividade vigorosa, ou uma combinação equivalente. Atividades de fortalecimento muscular devem ser realizadas envolvendo os
principais grupos musculares em dois ou mais dias da semana.
Idosos: a partir dessa idade, a recomendação é a mesma dos adultos. Adicionalmente, aqueles com mobilidade reduzida devem fazer
atividade física para melhorar o equilíbrio e evitar quedas, três ou mais dias na semana.
Fonte: BRASIL. Guia de atividade física para a população brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. p. 45. Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf>. Adaptado. Acesso em: 23 out. 2024.
No fragmento “Crianças de 3 a 5 anos: pelo menos 3 horas por dia de atividades físicas de qualquer intensidade”, a expressão pelo
menos cumpre a função semântica de:
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Questão #1440
A checagem de fake news no Facebook e Instagram
A Meta anunciou que está abandonando o uso de
checagem independente de fatos no Facebook e no
Instagram, substituindo-os por "notas da comunidade",
em um modelo semelhante ao do X, em que comentários
sobre a precisão do conteúdo das postagens são
deixados a cargo dos próprios usuários.
O anúncio despertou críticas de ativistas contra o
discurso de ódio na internet, que dizem que o ambiente
online ficará menos seguro com a mudança. Já outros
elogiaram o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por colocar
fim à "censura" no Facebook e Instagram.
A decisão da Meta vale apenas nos Estados Unidos. A
empresa ainda não anunciou mudança na checagem de
fake news em outros países, como o Brasil, mas avisou
que isso acontecerá no futuro.
"A Meta está profundamente comprometida com a
liberdade de expressão", afirmou a empresa.
"Reconhecemos que formas abusivas do exercício deste
direito causam danos. Nos últimos anos, desenvolvemos
sistemas cada vez mais complexos para gerenciar
conteúdo em nossas plataformas. Embora esses
esforços tenham sido bem intencionados, eles se
ampliaram a ponto de termos, às vezes, exagerado na
aplicação de nossas regras, limitando debate político
legítimo", diz a Meta. "As mudanças anunciadas
recentemente pretendem enfrentar essa questão."
A checagem de fake news em postagens não é feita por
uma equipe da Meta. Ela é feita por agências
credenciadas junto à Rede Internacional de Verificação
de Fatos (em inglês, IFCN), uma entidade não-partidária
dedicada à checagem de fake news.
"Não achamos que uma empresa privada como a Meta
deva decidir o que é verdadeiro ou falso, e é exatamente
por isso que temos uma rede global de parceiros de
verificação de fatos que revisam e classificam, de forma
independente, potenciais desinformações no Facebook,
Instagram e WhatsApp", diz um post de junho de 2021
do blog da Meta que explica como funciona o sistema.
"O trabalho deles nos permite agir e reduzir a
disseminação de conteúdo problemático em nossos
aplicativos", prossegue o texto.
A Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN) foi
criada pelo Instituto Poynter, uma organização sem fins
lucrativos que diz ser dedicada à promoção do jornalismo
imparcial e ético. A rede foi lançada em 2015, reunindo a
comunidade de verificadores de fatos ao redor do
mundo.
Segundo a Meta, "todos os parceiros de verificação de
fatos da Meta passam por um rigoroso processo de
certificação com o IFCN".
A Meta anunciou que está abandonando o uso de
checagem independente de fatos no Facebook e no
Instagram, substituindo-os por "notas da comunidade",
em um modelo semelhante ao do X, em que comentários
sobre a precisão do conteúdo das postagens são
deixados a cargo dos próprios usuários.
O anúncio despertou críticas de ativistas contra o
discurso de ódio na internet, que dizem que o ambiente
online ficará menos seguro com a mudança. Já outros
elogiaram o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, por colocar
fim à "censura" no Facebook e Instagram.
A decisão da Meta vale apenas nos Estados Unidos. A
empresa ainda não anunciou mudança na checagem de
fake news em outros países, como o Brasil, mas avisou
que isso acontecerá no futuro.
"A Meta está profundamente comprometida com a
liberdade de expressão", afirmou a empresa.
"Reconhecemos que formas abusivas do exercício deste
direito causam danos. Nos últimos anos, desenvolvemos
sistemas cada vez mais complexos para gerenciar
conteúdo em nossas plataformas. Embora esses
esforços tenham sido bem intencionados, eles se
ampliaram a ponto de termos, às vezes, exagerado na
aplicação de nossas regras, limitando debate político
legítimo", diz a Meta. "As mudanças anunciadas
recentemente pretendem enfrentar essa questão."
A checagem de fake news em postagens não é feita por
uma equipe da Meta. Ela é feita por agências
credenciadas junto à Rede Internacional de Verificação
de Fatos (em inglês, IFCN), uma entidade não-partidária
dedicada à checagem de fake news.
"Não achamos que uma empresa privada como a Meta
deva decidir o que é verdadeiro ou falso, e é exatamente
por isso que temos uma rede global de parceiros de
verificação de fatos que revisam e classificam, de forma
independente, potenciais desinformações no Facebook,
Instagram e WhatsApp", diz um post de junho de 2021
do blog da Meta que explica como funciona o sistema.
"O trabalho deles nos permite agir e reduzir a
disseminação de conteúdo problemático em nossos
aplicativos", prossegue o texto.
A Rede Internacional de Verificação de Fatos (IFCN) foi
criada pelo Instituto Poynter, uma organização sem fins
lucrativos que diz ser dedicada à promoção do jornalismo
imparcial e ético. A rede foi lançada em 2015, reunindo a
comunidade de verificadores de fatos ao redor do
mundo.
Segundo a Meta, "todos os parceiros de verificação de
fatos da Meta passam por um rigoroso processo de
certificação com o IFCN".
Nos últimos anos, desenvolvemos sistemas cada vez mais complexos para gerenciar conteúdo em nossas plataformas.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
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Questão #839
As células do cérebro não envelhecem
Hoje eu quero contar para vocês sobre um estudo inovador realizado na Columbia University, que confirma que as células cerebrais não envelhecem. Na verdade, o que se descobriu é que você tem exatamente o mesmo número de células nervosas (ou neurônios) quando jovem. Isso foi admitido inclusive como certo pelo diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Eles provaram que o cérebro pode continuar criando novos neurônios para sempre. Portanto, a velha teoria de que cérebros humanos não podem construir novos neurônios cai por terra! Então, por que ocorre o declínio mental? O que ocorre, na verdade, é que não é o número de células do seu cérebro que diminui, mas sim o número de células-tronco cerebrais e os vasos sanguíneos que as alimentam que diminuem. Os cientistas da Columbia estudaram cérebros doados por pessoas idosas que morreram de causas naturais. Eles descobriram que os cérebros dos idosos tinham a mesma quantidade de novos neurônios que os jovens. Além disso, eles também encontraram um número menor de células-tronco inativas, ou “quiescentes”, em uma área do cérebro ligada à resistência cognitivo-emocional. Trata-se das nossas forças de reserva que alimentam nossa capacidade de aprender e se adaptar. [...]
Hoje eu quero contar para vocês sobre um estudo inovador realizado na Columbia University, que confirma que as células cerebrais não envelhecem. Na verdade, o que se descobriu é que você tem exatamente o mesmo número de células nervosas (ou neurônios) quando jovem. Isso foi admitido inclusive como certo pelo diretor do Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Eles provaram que o cérebro pode continuar criando novos neurônios para sempre. Portanto, a velha teoria de que cérebros humanos não podem construir novos neurônios cai por terra! Então, por que ocorre o declínio mental? O que ocorre, na verdade, é que não é o número de células do seu cérebro que diminui, mas sim o número de células-tronco cerebrais e os vasos sanguíneos que as alimentam que diminuem. Os cientistas da Columbia estudaram cérebros doados por pessoas idosas que morreram de causas naturais. Eles descobriram que os cérebros dos idosos tinham a mesma quantidade de novos neurônios que os jovens. Além disso, eles também encontraram um número menor de células-tronco inativas, ou “quiescentes”, em uma área do cérebro ligada à resistência cognitivo-emocional. Trata-se das nossas forças de reserva que alimentam nossa capacidade de aprender e se adaptar. [...]
No texto, predomina uma determinada função da linguagem, que é a:
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Questão #1915
1 É uma loja grande e escura no centro da cidade, uma
quadra distante da estação de trem. Quando visito a família,
entre um churrasco e outro, vou até lá para olhar as gôndolas
4 atulhadas de baldes, bacias, chaves de fenda, garfos, colheres,
facas, afiadores de vários modelos, pedras de amolar,
parafusos, porcas, pregos, anzóis e varas de pescar.
7 É uma loja grande e escura, eu dizia, no centro da
cidade onde nasci, e dentro dela me sinto protegido, distante da
neurose e dos problemas, sonhando com uma das vidas que não
10 tive e me esquecendo da vida real em que me perco enquanto
a atravesso e sou por ela atravessado.
Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três
13 pelo nome, e o dono do lugar é sempre simpático comigo. Sabe
que gosto do seu negócio, que, se me mudasse de novo para lá,
seria seu freguês. Mas também sei que me vê como um tipo que
16 há vinte anos vive na capital, que a essa altura é mais
metropolitano que interiorano, um cara talvez meio esquisito,
ou apenas ridículo, que se interessa por coisas de que não
19 precisa, coisas das quais não entende.
Da última vez gastei uma eternidade olhando uma
caneca de alumínio. Não a coloquei na cesta de compras. Para
22 ser sincero, mal consegui tocá-la. De repente minha existência
pareceu absurda, e eu teria que trocar de roupa e de pele antes
de usar aquela caneca industrial. Ou pelo menos pintar de outra
25 cor as paredes da sala. Era trabalho demais, desisti. Agora
tenho uma caneca imaginária — que brilha na sombra quando
bebo água.
quadra distante da estação de trem. Quando visito a família,
entre um churrasco e outro, vou até lá para olhar as gôndolas
4 atulhadas de baldes, bacias, chaves de fenda, garfos, colheres,
facas, afiadores de vários modelos, pedras de amolar,
parafusos, porcas, pregos, anzóis e varas de pescar.
7 É uma loja grande e escura, eu dizia, no centro da
cidade onde nasci, e dentro dela me sinto protegido, distante da
neurose e dos problemas, sonhando com uma das vidas que não
10 tive e me esquecendo da vida real em que me perco enquanto
a atravesso e sou por ela atravessado.
Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três
13 pelo nome, e o dono do lugar é sempre simpático comigo. Sabe
que gosto do seu negócio, que, se me mudasse de novo para lá,
seria seu freguês. Mas também sei que me vê como um tipo que
16 há vinte anos vive na capital, que a essa altura é mais
metropolitano que interiorano, um cara talvez meio esquisito,
ou apenas ridículo, que se interessa por coisas de que não
19 precisa, coisas das quais não entende.
Da última vez gastei uma eternidade olhando uma
caneca de alumínio. Não a coloquei na cesta de compras. Para
22 ser sincero, mal consegui tocá-la. De repente minha existência
pareceu absurda, e eu teria que trocar de roupa e de pele antes
de usar aquela caneca industrial. Ou pelo menos pintar de outra
25 cor as paredes da sala. Era trabalho demais, desisti. Agora
tenho uma caneca imaginária — que brilha na sombra quando
bebo água.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a expressão “uma quadra distante da estação de trem” (R. 1 e 2) poderia ser substituída por a uma quadra de distância da estação de trem.
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Questão #592
OS INVISÍVEIS DO BRASIL
A falta de registro civil continua a ser um obstáculo à cidadania e ao acesso a direitos fundamentais para quase três milhões de
brasileiros que vivem à margem da sociedade
Em um País que se orgulha de sua democracia e diversidade, é alarmante saber que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros
permanecem invisíveis. Sem uma certidão de nascimento, uma pessoa não possui nome, sobrenome ou nacionalidade, tornando-se um
espectro na sociedade. Esse documento, que deveria ser um direito básico, é a chave para a cidadania, permitindo o acesso à educação,
saúde, casamento civil e programas sociais. No entanto, dados do Censo 2022 revelam que mais de 2,7 milhões de pessoas não
possuem nenhum tipo de documento de identificação civil, evidenciando que a cidadania no Brasil é um privilégio reservado a poucos.
Esse cenário é especialmente preocupante entre as populações mais vulneráveis. De acordo com dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil. Embora tenha havido
uma queda em relação a 2010, a subnotificação ainda é alarmante, especialmente entre povos indígenas na Amazônia Legal. A região
Norte tem a maior proporção de casos sem registro, com mais de 86% da população com até cinco anos sem registro. Em plena era
globalizada, o Brasil ainda enfrenta uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema civil. As
desigualdades regionais são alarmantes; enquanto no Sul apenas 0,28% da população geral está sem registro, no Norte esse número
salta para 7,5%. A importância deste se torna ainda mais evidente em contextos críticos, como a pandemia de COVID-19, em que a
ausência de identificação dificultou o acesso à vacinação, expondo essa população a riscos ainda maiores.
Fonte: OS INVISÍVEIS. Isto É, Comportamento/saúde, 22 ago. 2024. Disponível em: <https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/38/textview>.
Acesso em: 24 out. 2024.Adaptado.
A falta de registro civil continua a ser um obstáculo à cidadania e ao acesso a direitos fundamentais para quase três milhões de
brasileiros que vivem à margem da sociedade
Em um País que se orgulha de sua democracia e diversidade, é alarmante saber que, em pleno século XXI, milhões de brasileiros
permanecem invisíveis. Sem uma certidão de nascimento, uma pessoa não possui nome, sobrenome ou nacionalidade, tornando-se um
espectro na sociedade. Esse documento, que deveria ser um direito básico, é a chave para a cidadania, permitindo o acesso à educação,
saúde, casamento civil e programas sociais. No entanto, dados do Censo 2022 revelam que mais de 2,7 milhões de pessoas não
possuem nenhum tipo de documento de identificação civil, evidenciando que a cidadania no Brasil é um privilégio reservado a poucos.
Esse cenário é especialmente preocupante entre as populações mais vulneráveis. De acordo com dados do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 havia mais de 87 mil crianças de até cinco anos sem registro civil. Embora tenha havido
uma queda em relação a 2010, a subnotificação ainda é alarmante, especialmente entre povos indígenas na Amazônia Legal. A região
Norte tem a maior proporção de casos sem registro, com mais de 86% da população com até cinco anos sem registro. Em plena era
globalizada, o Brasil ainda enfrenta uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema civil. As
desigualdades regionais são alarmantes; enquanto no Sul apenas 0,28% da população geral está sem registro, no Norte esse número
salta para 7,5%. A importância deste se torna ainda mais evidente em contextos críticos, como a pandemia de COVID-19, em que a
ausência de identificação dificultou o acesso à vacinação, expondo essa população a riscos ainda maiores.
Fonte: OS INVISÍVEIS. Isto É, Comportamento/saúde, 22 ago. 2024. Disponível em: <https://www.pressreader.com/brazil/isto-e/20240822/page/38/textview>.
Acesso em: 24 out. 2024.Adaptado.
Considere o fragmento “o Brasil ainda {enfrenta} uma questão que deveria ter sido superada: a inclusão de todos os cidadãos no sistema
civil” para avaliar as assertivas que seguem.
I- O verbo “enfrenta” está no singular para concordar com “o Brasil”.
II- O verbo “enfrenta” está no plural para concordar com “cidadãos”.
III- A forma “enfrenta” não poderia ser substituída pela forma “enfrentam”.
É CORRETO o que se afirma em:
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Questão #2078
Texto I
Somos Todos Africanos
Sempre que entram em crise, as civilizações começam a
olhar para o seu passado buscando inspiração para o
futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise
planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode
significar um salto rumo a um estado superior da
hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para
toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é
sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e
aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas
e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos
podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os
paleontólogos e antropólogos que a aventura da
hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de
anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis,
erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens,
cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou
para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil
anos; e para as Américas, há 30 mil anos.
A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o
arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na
alma do ser humano, presente ainda hoje como
informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas
em nosso código genético. Foi na África que o ser humano
elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as
crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os
primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização
(processo semelhante ao de um jovem que mostra
plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a
complexidade social que permitiu o surgimento da
linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente
em cada um dos seres humanos.
Vejo três eixos principais do espírito da África que podem
significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.
O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos
espaços africanos, nossos ancestrais entraram em
profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão
que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da
exploração colonialista, os atuais africanos não perderam
esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela
queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da
Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim,
vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse
espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa
Comum.
O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no
dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra
ubuntu, que significa força que conecta a todos formando
a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço
humano através do conjunto das conexões com a vida, a
natureza, os outros e o Divino.
O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da
vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos,
danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores
de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e
positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da
vida.
Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não
precisará ser uma tragédia.
Somos Todos Africanos
Sempre que entram em crise, as civilizações começam a
olhar para o seu passado buscando inspiração para o
futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise
planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode
significar um salto rumo a um estado superior da
hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para
toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é
sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e
aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas
e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos
podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os
paleontólogos e antropólogos que a aventura da
hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de
anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis,
erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens,
cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou
para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil
anos; e para as Américas, há 30 mil anos.
A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o
arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na
alma do ser humano, presente ainda hoje como
informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas
em nosso código genético. Foi na África que o ser humano
elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as
crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os
primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização
(processo semelhante ao de um jovem que mostra
plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a
complexidade social que permitiu o surgimento da
linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente
em cada um dos seres humanos.
Vejo três eixos principais do espírito da África que podem
significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.
O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos
espaços africanos, nossos ancestrais entraram em
profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão
que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da
exploração colonialista, os atuais africanos não perderam
esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela
queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da
Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim,
vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse
espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa
Comum.
O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no
dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra
ubuntu, que significa força que conecta a todos formando
a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço
humano através do conjunto das conexões com a vida, a
natureza, os outros e o Divino.
O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da
vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos,
danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores
de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e
positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da
vida.
Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não
precisará ser uma tragédia.
Assinale a oração com sujeito oculto.
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Questão #1082
No último período do texto, o termo “castigo” é o núcleo do sujeito da oração expressa pela forma verbal “deve suceder”.
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Questão #753
Ele é tão ganancioso que não passaria 24 horas numa ilha habitada
sem meter a mão nos bolsos dos selvagens nus.
Sobre o significado e a estruturação dessa frase, assinale a
afirmação correta.
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Questão #1244
“Tem que ser muito sagaz para conseguir trabalhar nessas pedras que parecem ter sido colocadas por
força de um lobby de fisioterapeutas mal-intencionados. Meu ranço com esse calçamento que nem
cavalo aguenta [...] é histórico: ele não tem nada de histórico. E isso não fui eu quem disse, mas o
Rádio Novelo Apresenta, durante a Flip do ano passado” (Porcidonio, G. Piauí, ago. 2025).
força de um lobby de fisioterapeutas mal-intencionados. Meu ranço com esse calçamento que nem
cavalo aguenta [...] é histórico: ele não tem nada de histórico. E isso não fui eu quem disse, mas o
Rádio Novelo Apresenta, durante a Flip do ano passado” (Porcidonio, G. Piauí, ago. 2025).
Sobre a variação linguística e a relação entre língua padrão e usos não padronizados,
analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A escolha lexical de termos como “ranço” e “sagaz” indica um efeito estilístico que mistura
registros informais e formais, recurso frequente em textos opinativos e crônicas jornalísticas.
( ) A forma “tem que” é considerada incorreta na norma-padrão; portanto, deveria ser substituída
por “é necessário” em qualquer registro escrito.
( ) A manutenção da fala com marcas de oralidade no texto pode ser interpretada como estratégia
discursiva para reforçar o tom subjetivo e a identidade do narrador.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Questão #1601
[...] Ao sair do Tejo, estando a Maria encostada à borda do navio, o Leonardo fingiu que passava
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
distraído por junto dela, e com o ferrado sapatão assentou-lhe uma valente pisadela no pé direito. A Maria,
como se já esperasse por aquilo, sorriu-se como envergonhada do gracejo, e deu-lhe também em ar de
disfarce um tremendo beliscão nas costas da mão esquerda. Era isto uma declaração em forma, segundo os
usos da terra: levaram o resto do dia de namoro cerrado; ao anoitecer passou-se a mesma cena de pisadela
e beliscão, com a diferença de serem desta vez um pouco mais fortes; e no dia seguinte estavam os dois
amantes tão extremosos e familiares, que pareciam sê-lo de muitos anos.
Quando saltaram em terra começou a Maria a sentir certos enojos: foram os dois morar juntos; e daí
a um mês manifestaram-se claramente os efeitos da pisadela e do beliscão, sete meses depois teve a Maria
um filho, formidável menino de quase três palmos de comprido, gordo e vermelho, cabeludo, esperneador e
chorão; o qual, logo depois que nasceu, mamou duas horas seguidas sem largar o peito. E este nascimento
é certamente de tudo o que temos dito o que mais nos interessa, porque o menino de quem falamos é o herói
desta história.
Chegou o dia de batizar-se o rapaz: foi madrinha a parteira; sobre o padrinho houve suas dúvidas: o
Leonardo queria que fosse o Sr. Juiz; porém teve de ceder a instâncias da Maria e da comadre, que queriam
que fosse o barbeiro de defronte, que afinal foi adotado. Já se sabe que houve nesse dia função: os
convidados do dono da casa, que eram todos dalém-mar, cantavam ao desafio, segundo seus costumes; os
convidados da comadre, que eram todos da terra, dançavam o fado. O compadre trouxe a rabeca, que é,
como se sabe, o instrumento favorito da gente do ofício. A princípio, o Leonardo quis que a festa tivesse ares
aristocráticos, e propôs que se dançasse o minuete da corte. Foi aceita a ideia, ainda que houvesse
dificuldade em encontrarem-se pares. Afinal levantaram-se uma gorda e baixa matrona, mulher de um
convidado; uma companheira desta, cuja figura era a mais completa antítese da sua; um colega do Leonardo,
miudinho, pequenino, e com fumaças de gaiato, e o sacristão da Sé, sujeito alto, magro e com pretensões de
elegante. O compadre foi quem tocou o minuete na rabeca; e o afilhadinho, deitado no colo da Maria,
acompanhava cada arcada com um guincho e um esperneio. Isto fez com que o compadre perdesse muitas
vezes o compasso, e fosse obrigado a recomeçar outras tantas.
ALMEIDA, Manuel Antônio de. Memórias de um sargento de milícias. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Sobre a colocação pronominal exposta no excerto: “[...] e propôs que se dançasse o minuete da corte [...]”,
assinale a alternativa CORRETA:
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Questão #817
“Organização culpou as mudanças climáticas pela brusca
queda”. Nesse trecho do texto, o verbo em destaque está
flexionado no:
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Questão #1476
Depois de massacre, povo Juma luta para sobreviver em meio a invasões e desmatamento
Por Puré Juma
01 A Terra Indígena (TI) Juma está .... apenas 5 quilômetros da BR-230, que termina na
02 cidade amazonense Lábrea. Isso significa que, por terra, invasores só precisam andar por cerca
03 de três horas na floresta amazônica para chegar ao território onde vivem os Juma, um povo de
04 recente contato que, em 1964, sofreu um massacre. Mais de 60 pessoas morreram. Exatos 60
05 anos depois, os sobreviventes, seus filhos e netos, seguem ameaçados. Desta vez, pelo avanço
06 do desmatamento no sul do Amazonas, antes considerado uma das áreas mais preservadas do
07 estado. Como são poucos, se sentem em risco.
08 “Os invasores entram e alegam que não sabem os limites do território do povo indígena
09 Juma”, afirmou a cacica Boréa Juma .... Agência Pública. Ela conversou com a reportagem em
10 sua língua nativa, a kagwahiva, da família Tupi-Guarani, falada por sete povos na Amazônia.
11 Boréa sabe bem o que está acontecendo em seu território e nas redondezas de sua terra
12 tradicional, na qual nasceu, cresceu e viu seus ancestrais partirem e deixarem legado e histórias
13 para contar.
14 De acordo com a cacica, as derrubadas de mata e as queimadas feitas ao redor da TI “são
15 para fazer grandes pastos de fazendas e criação de gado”. O foco dos grileiros, pessoas que
16 desmatam e se apossam de terras públicas, são áreas não destinadas, ou seja, regiões sob
17 responsabilidade de governos estaduais ou federais que ainda não tiveram sua finalidade
18 definida.
19 “Hoje a gente está passando ameaças que ______ do grileiro e do fazendeiro. Naquele
20 tempo que aconteceu o massacre era do sorveiro (pessoas que entravam na floresta para extrair
21 sorva e seiva de árvores raras)”, explicou Mandé Juma, vice-presidente da associação Jawara
22 Pina, que representa seu povo. “A gente ______ passando, sobrevivendo, desde o começo”,
23 finalizou.
24 Ainda que o desmatamento na Amazônia tenha reduzido 30,63% entre agosto de 2023 e
25 julho deste ano, a maior taxa de redução em 15 anos, os números seguem altos, com o sul do
26 Amazonas se consolidando como a nova fronteira do desmatamento. No ano passado, por
27 exemplo, a cidade de Lábrea, que fica a pouco mais de 90 quilômetros da TI Juma, superou
28 Altamira, no Pará, como a líder no ranking de municípios com maior área desmatada no Brasil.
29 Mesmo quando ocorrem fora dos limites do território Juma, os crimes ambientais afetam a
30 sobrevivência dos povos originários, pois ______ a escassez de alimento, com a fuga de animais,
31 além de levar poluição a lugares sagrados.
32 “Aqui na aldeia tinha muitas araras-azuis, mas elas desapareceram. Talvez foi por causa
33 do calor, ou falta de alimento, ou a derrubada (de árvores) que afastou as araras. Não foi só
34 arara, também os porcos-do-mato não aparecem mais, os peixes diminuíram, os nambu e os
35 jacamim não se encontram mais, e as frutas estão produzindo em época diferente”, finalizou a
36 cacica.
37 Além do caminho pela floresta, também é possível chegar .... TI Juma pelo rio Assuã, um
38 afluente do rio Purus, em um trajeto de cerca de 40 minutos de barco. A facilidade de acesso ao
39 território deixa os indígenas cercados e expostos a diversos perigos, como o próprio
40 desmatamento e a possibilidade de confronto, verbal ou físico, com suas lideranças.
Por Puré Juma
01 A Terra Indígena (TI) Juma está .... apenas 5 quilômetros da BR-230, que termina na
02 cidade amazonense Lábrea. Isso significa que, por terra, invasores só precisam andar por cerca
03 de três horas na floresta amazônica para chegar ao território onde vivem os Juma, um povo de
04 recente contato que, em 1964, sofreu um massacre. Mais de 60 pessoas morreram. Exatos 60
05 anos depois, os sobreviventes, seus filhos e netos, seguem ameaçados. Desta vez, pelo avanço
06 do desmatamento no sul do Amazonas, antes considerado uma das áreas mais preservadas do
07 estado. Como são poucos, se sentem em risco.
08 “Os invasores entram e alegam que não sabem os limites do território do povo indígena
09 Juma”, afirmou a cacica Boréa Juma .... Agência Pública. Ela conversou com a reportagem em
10 sua língua nativa, a kagwahiva, da família Tupi-Guarani, falada por sete povos na Amazônia.
11 Boréa sabe bem o que está acontecendo em seu território e nas redondezas de sua terra
12 tradicional, na qual nasceu, cresceu e viu seus ancestrais partirem e deixarem legado e histórias
13 para contar.
14 De acordo com a cacica, as derrubadas de mata e as queimadas feitas ao redor da TI “são
15 para fazer grandes pastos de fazendas e criação de gado”. O foco dos grileiros, pessoas que
16 desmatam e se apossam de terras públicas, são áreas não destinadas, ou seja, regiões sob
17 responsabilidade de governos estaduais ou federais que ainda não tiveram sua finalidade
18 definida.
19 “Hoje a gente está passando ameaças que ______ do grileiro e do fazendeiro. Naquele
20 tempo que aconteceu o massacre era do sorveiro (pessoas que entravam na floresta para extrair
21 sorva e seiva de árvores raras)”, explicou Mandé Juma, vice-presidente da associação Jawara
22 Pina, que representa seu povo. “A gente ______ passando, sobrevivendo, desde o começo”,
23 finalizou.
24 Ainda que o desmatamento na Amazônia tenha reduzido 30,63% entre agosto de 2023 e
25 julho deste ano, a maior taxa de redução em 15 anos, os números seguem altos, com o sul do
26 Amazonas se consolidando como a nova fronteira do desmatamento. No ano passado, por
27 exemplo, a cidade de Lábrea, que fica a pouco mais de 90 quilômetros da TI Juma, superou
28 Altamira, no Pará, como a líder no ranking de municípios com maior área desmatada no Brasil.
29 Mesmo quando ocorrem fora dos limites do território Juma, os crimes ambientais afetam a
30 sobrevivência dos povos originários, pois ______ a escassez de alimento, com a fuga de animais,
31 além de levar poluição a lugares sagrados.
32 “Aqui na aldeia tinha muitas araras-azuis, mas elas desapareceram. Talvez foi por causa
33 do calor, ou falta de alimento, ou a derrubada (de árvores) que afastou as araras. Não foi só
34 arara, também os porcos-do-mato não aparecem mais, os peixes diminuíram, os nambu e os
35 jacamim não se encontram mais, e as frutas estão produzindo em época diferente”, finalizou a
36 cacica.
37 Além do caminho pela floresta, também é possível chegar .... TI Juma pelo rio Assuã, um
38 afluente do rio Purus, em um trajeto de cerca de 40 minutos de barco. A facilidade de acesso ao
39 território deixa os indígenas cercados e expostos a diversos perigos, como o próprio
40 desmatamento e a possibilidade de confronto, verbal ou físico, com suas lideranças.
Considerando a concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 19, 22 e 30.
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Questão #2077
Texto I
Somos Todos Africanos
Sempre que entram em crise, as civilizações começam a
olhar para o seu passado buscando inspiração para o
futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise
planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode
significar um salto rumo a um estado superior da
hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para
toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é
sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e
aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas
e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos
podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os
paleontólogos e antropólogos que a aventura da
hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de
anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis,
erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens,
cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou
para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil
anos; e para as Américas, há 30 mil anos.
A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o
arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na
alma do ser humano, presente ainda hoje como
informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas
em nosso código genético. Foi na África que o ser humano
elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as
crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os
primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização
(processo semelhante ao de um jovem que mostra
plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a
complexidade social que permitiu o surgimento da
linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente
em cada um dos seres humanos.
Vejo três eixos principais do espírito da África que podem
significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.
O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos
espaços africanos, nossos ancestrais entraram em
profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão
que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da
exploração colonialista, os atuais africanos não perderam
esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela
queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da
Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim,
vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse
espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa
Comum.
O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no
dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra
ubuntu, que significa força que conecta a todos formando
a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço
humano através do conjunto das conexões com a vida, a
natureza, os outros e o Divino.
O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da
vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos,
danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores
de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e
positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da
vida.
Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não
precisará ser uma tragédia.
Somos Todos Africanos
Sempre que entram em crise, as civilizações começam a
olhar para o seu passado buscando inspiração para o
futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise
planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode
significar um salto rumo a um estado superior da
hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para
toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é
sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e
aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas
e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos
podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os
paleontólogos e antropólogos que a aventura da
hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de
anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis,
erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens,
cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou
para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil
anos; e para as Américas, há 30 mil anos.
A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o
arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na
alma do ser humano, presente ainda hoje como
informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas
em nosso código genético. Foi na África que o ser humano
elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as
crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os
primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização
(processo semelhante ao de um jovem que mostra
plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a
complexidade social que permitiu o surgimento da
linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente
em cada um dos seres humanos.
Vejo três eixos principais do espírito da África que podem
significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global.
O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos
espaços africanos, nossos ancestrais entraram em
profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão
que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da
exploração colonialista, os atuais africanos não perderam
esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela
queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da
Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim,
vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse
espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa
Comum.
O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no
dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra
ubuntu, que significa força que conecta a todos formando
a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço
humano através do conjunto das conexões com a vida, a
natureza, os outros e o Divino.
O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da
vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos,
danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores
de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e
positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da
vida.
Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não
precisará ser uma tragédia.
“Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.” Esse espírito africano é formado pelos três eixos:
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Questão #1818
Assinale a alternativa que apresente palavra acentuada pela mesma regra de acentuação da palavra possível:
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Questão #1779
Justiça determina que apenas farmacêuticos
dispensem medicamentos controlados na rede
municipal de saúde de Aracaju
1 O MPE instaurou um procedimento após o
Conselho Regional de Farmácia realizar uma denúncia
em 2022, quando foram apontadas irregularidades nas
4 farmácias e dispensários de medicamentos públicos da
capital.
A Justiça determinou que apenas farmacêuticos
7 façam a entrega de medicamentos antibióticos e
controlados em toda a rede municipal de saúde de
Aracaju. A decisão foi feita após pedido do Ministério
10 Público de Sergipe (MPE).
O MPE instaurou um procedimento após o
Conselho Regional de Farmácia denunciar, em 2022,
13 irregularidades existentes nas farmácias e dispensários
de medicamentos públicos de Aracaju, que contavam
com farmacêutico em apenas uma parte do expediente.
16 O Ministério Público apurou que essas unidades
de saúde atuam com dispensação de psicotrópicos e
medicamentos sujeitos a controle especial, atividades
19 que dependem, essencialmente, de um profissional
especializado em farmácia.
Antes de ajuizar a ação, o MPE informou que
22 encaminhou ofícios e realizou audiências com a Secretaria
Municipal de Saúde para “solucionar a demanda de
maneira extrajudicial, no entanto, com a continuidade
25 das irregularidades, o órgão ministerial ingressou com a
ação e obteve a sentença”.
28 O que diz a prefeitura de Aracaju
Bem antes da publicação dessa sentença,
31 a Secretaria Municipal de Saúde constituiu, em
parceria com o Conselho Regional de Farmácia de
Sergipe (CRF-SE), um grupo técnico de trabalho com o
34 objetivo de aprimorar a assistência farmacêutica na rede
municipal de saúde.
Os esforços da SMS e do Conselho Regional
37 de Farmácia são no sentido de garantir não apenas
a disponibilidade de medicamentos, mas também a
presença de profissionais qualificados para planejar,
40 controlar e realizar a dispensação de forma organizada e
com base em protocolos rigorosos.
A Secretaria Municipal de Saúde também
43 entende que a figura do farmacêutico é fundamental
para a gestão eficiente dos recursos e para a melhoria do
atendimento à população.
dispensem medicamentos controlados na rede
municipal de saúde de Aracaju
1 O MPE instaurou um procedimento após o
Conselho Regional de Farmácia realizar uma denúncia
em 2022, quando foram apontadas irregularidades nas
4 farmácias e dispensários de medicamentos públicos da
capital.
A Justiça determinou que apenas farmacêuticos
7 façam a entrega de medicamentos antibióticos e
controlados em toda a rede municipal de saúde de
Aracaju. A decisão foi feita após pedido do Ministério
10 Público de Sergipe (MPE).
O MPE instaurou um procedimento após o
Conselho Regional de Farmácia denunciar, em 2022,
13 irregularidades existentes nas farmácias e dispensários
de medicamentos públicos de Aracaju, que contavam
com farmacêutico em apenas uma parte do expediente.
16 O Ministério Público apurou que essas unidades
de saúde atuam com dispensação de psicotrópicos e
medicamentos sujeitos a controle especial, atividades
19 que dependem, essencialmente, de um profissional
especializado em farmácia.
Antes de ajuizar a ação, o MPE informou que
22 encaminhou ofícios e realizou audiências com a Secretaria
Municipal de Saúde para “solucionar a demanda de
maneira extrajudicial, no entanto, com a continuidade
25 das irregularidades, o órgão ministerial ingressou com a
ação e obteve a sentença”.
28 O que diz a prefeitura de Aracaju
Bem antes da publicação dessa sentença,
31 a Secretaria Municipal de Saúde constituiu, em
parceria com o Conselho Regional de Farmácia de
Sergipe (CRF-SE), um grupo técnico de trabalho com o
34 objetivo de aprimorar a assistência farmacêutica na rede
municipal de saúde.
Os esforços da SMS e do Conselho Regional
37 de Farmácia são no sentido de garantir não apenas
a disponibilidade de medicamentos, mas também a
presença de profissionais qualificados para planejar,
40 controlar e realizar a dispensação de forma organizada e
com base em protocolos rigorosos.
A Secretaria Municipal de Saúde também
43 entende que a figura do farmacêutico é fundamental
para a gestão eficiente dos recursos e para a melhoria do
atendimento à população.
A partir do trecho “O Ministério Público apurou que essas unidades de saúde atuam com dispensação de psicotrópicos e medicamentos sujeitos a controle especial, atividades que dependem, essencialmente, de um profissional especializado em farmácia.”, é correto afirmar que, nesse caso, o pronome “essas”
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Questão #736
As frases a seguir mostram um termo sublinhado que foi
substituído por outro termo de valor pejorativo.
Assinale a opção em que isso não ocorre.
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Questão #2172
Assinalar a alternativa que NÃO apresenta hiato.
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